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Ciclone Subtropical poderá ser nomeado pela Marinha do Brasil

Ciclone Subtropical com 991 hPa mudou de posição durante a madrugada deste sábado, 03/12, como as modelagens apontavam anteriormente entre os do Sudeste (SP e RJ), ficando no eixo entre SC, PR e SP produzindo chuvas pelas regiões mais distante da costa do RJ e precipitou a ZCOU (zona de convergência de umidade). Segundo as projeções GFS, INMET, INPE o corredor de umidade está associado ao ciclone subtropical. Os grandes volumes de chuvas talvez fiquem pela região Serrana, Norte e dos Lagos, menores chances para a capital (litoral), mesmo assim permanecem os riscos para ventos fortes até o anoitecer.

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Segundo as projeções do INPE, o sistema de baixa pressão não-frontal com características intermediárias entre tropical e extratropical, ciclones híbridos, com núcleo frio em altos níveis e quente em baixos níveis, possuem estruturas e/ou origem ambíguas como retratada por (Evans e Guishard, 2009). Efeitos de tempo similares aos de um ciclone tropical.

O centro da depressão que estava previsto passar perto do RJ está seguindo para leste bem mais ao sul que o anteriormente previsto. Assim sendo, o risco de fortes chuvas também passam a ser menores agora. Entretanto, o risco para fortes rajadas de vento a partir das 15 horas ainda são possíveis como mostra o INMET. O interessante é que esse aviso vale para o Rio, mas não vale para Niterói.

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P.S.: O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) espera chuvas intensas em áreas de risco região Serrana, Norte e do Lagos para as próximas 51 horas, até 06/12, que podem causar enchentes/ deslizamentos de terra associadas à formação da ZCOU sobre do Sudeste entre MG e RJ já mencionado. Ciclones subtropicais concêntricos conseguem puxar a umidade da Amazônia para cima das cidades e podem causar transtornos às populações devido aos grandes volumes.

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O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) informa que pode ocorrer (até 04/12) a advecção de vorticidade ciclônica na vanguarda do cavado em níveis superiores que deverá forçar a queda de pressão em superfície, dando origem a um ciclone de características subtropicais sobre o Atlântico na altura do Sudeste. A presença desse ciclone deverá causar ventos muito intensos nas regiões costeiras de SP e RJ, além de contribuir para acumulados expressivos de chuva entre o litoral Norte de SP, RJ (talvez), Sul do ES e o Sudeste de MG.

P.S.: A tendência é, pela posição do Ciclone Subtropical ao longo da costa do Sul ao Sudeste de ser um Ciclone Híbrido de característica subtropicais e ocorram pancadas de chuvas intensas em até 80 mm/hora, rajadas de ventos acima de 100 km/h, descargas elétricas, queda de granizo associada ao calor e umidade sobre as regiões de SP, MG e RJ (interior).

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Neste domingo (04/12), um ciclone, não frontal, atua sobre o oceano Atlântico adjacente a costa de SC e há condições para acumulados significativos pontuais de chuva entre o sul de SC e a capital Florianópolis. Este ciclone anteriormente citado também favorece a ventos costeiros que em alguns momentos serão fortes entre o Litoral Norte do RS e Litoral Norte do RJ. O avanço do cavado entre a troposfera média e alta, combinado com a intensificação no transporte de calor e umidade devido a presença do JBN (Jato de Baixos Níveis) favorecem as correntes de ar em baixos níveis em direção entre o sul da Região Amazônica, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, configurando uma ZCOU (Zona de Convergência de Umidade) com condições favoráveis para chuva forte localizada, acompanhada de descargas elétricas, rajadas de vento de 100 km/h e possibilidade de acumulados pontuais entre o centro-oeste e sudoeste do PA, norte, centro e sudeste do MT, grande parte de GO, DF, centro-sul de MG, ES, Região Serrana e centro-norte do RJ, podendo gerar transtornos para as populações residentes em áreas de risco.

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VENTOS ALÍSIOS

Quando a AO encontra-se na fase negativa (imagem abaixo), existe um enfraquecimento dos ventos alísios de nordeste oriundos da alta pressão subtropical do Atlântico norte (alta dos Açores), o que acaba reduzindo o conteúdo de umidade carregado por estes ventos em direção a América do Sul. Vale a pena lembrar que esse escoamento na baixa troposfera faz parte do sistema de monção do nosso continente.

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P.S.: Conforme os estudos sobre Oscilação Ártica do Hemisfério Norte, os reflexos para o Brasil são a Oscilação Antártica (AAO) para o hemisfério sul. A Oscilação Ártica (AO) é um índice climático do estado da circulação atmosférica voltado para o hemisfério norte que simplificadamente baseia-se na distribuição das anomalias de pressões (altura geopotencial) entre médias latitudes e regiões polares. Os ventos alísios tem contribuído Isto é um pequeno exemplo da complexidade do sistema atmosférico, um tipo de conexão entre o hemisfério norte e o hemisfério sul. Existem muitas variabilidades naturais do próprio clima e padrões de conexões atmosféricos até remotos que podem influenciar o tempo e o clima.

CHANCE DE SUBTROPICAL 60%

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O ciclone hibrido de características subtropicias poderá nomeado como “Eçaí ou Guará”, uma vez que é uma baixa pressão bem organizada e concêntrica. Ressalta-se que Marinha do Brasil órgão responsável pela Bacia poderá nomeá-lo ou não. No último dia 15/11, feriado da proclamação da República, foi nomeado como Tempestade Subtropical Deni e, quando associado à formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), causou transtornos às populações do estado de MG, na cidade de Aimorés, causando inundações e mortes pelas região. Seguidamente o estado do ES sofreu com a passagem do Deni, com grandes volumes de precipitação causados pela ZCOU (Zona de Convergência de Umidade) afastada da costa.

P.S.: Conforme as nomenclaturas e descrições dos ciclone subtropicais. são considerados distúrbios (Sistemas de baixa pressão/cavados, que apresentam potencial para desenvolvimento, com consistência mínima de 24 horas):

– Distúrbio Subtropical, em caso de serem tropicais (Núcleo quente em baixa e alta troposfera):

– Depressão Tropical: quando a baixa apresenta circulação fechada e ventos inferiores a 64 km/h.

– Tempestade Tropical: quando a baixa apresenta circulação fechada e ventos entre 64 e 117 km/h.

– Furacão: quando a baixa apresenta circulação fechada e ventos igual ou acima de 118 km/h.

INPE-TSM
Temperatura de Superfície do Mar

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Segundo as observações nas cartas sinóticas da NOAA e INPE, existem chances deste sistema de baixa pressão ganhar características subtropicais sobre o Sudeste, devido a TSM entre 24º e 26º graus Celsius. Este ciclone subtropical, conforme descrição publicada no site do INPE, neste domingo, 4/12, poderá provocar linhas de instabilidades que são conhecidas como SCM (sistema convectivo mesoescala) ou CCM (complexo convectivo meso-escala), que são aglomerados de nuvens do tipo Cumulonimbus de dezenas ou centenas de quilômetros de extensão. Existe chance para formação de tornados devido a atmosfera ciclônica.

P.S.: Madrugada deste sábado para domingo, 04/12, na cidade de Florianópolis capital de Santa Catarina foi atingida por fortes rajadas de vento de até 118 km/h conforme os registros sugeridos. Segundo a defesa civil do município, 100 residências foram parcialmente destelhadas, com 400 cidadãos afetados e 260 mil pessoas estão sem energia elétrica no estado.

GFS-RESSACA 04/12

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Os modelos GFS apontam mar de ressaca entre 4/5.00 metros na costa sudeste do país. O ciclone subtropical pode provocar inundação entre as regiões costeira devido à sua aproximação. As modelagens não levam em conta que estamos no período de lua cheia e com o alinhamento planetário, pelo que o mar tende a ficar mais agitado. Ressalta-se que no domingo (04/12), caso se confirme a intensidade e posicionamento previstos, a formação do ciclone subtropical próximo à costa do Sul e Sudeste poderá gerar grandes transtornos devido aos ventos intensos e a alta taxa de precipitação.

 

Predição dos modelos para a semana no Rio de Janeiro:

Há risco de chuva forte e de vento no fim de semana no RJ, mais precisamente no domingo. Um centro de baixa pressão deverá se formar na fronteira Paraguai-Paraná e chegar ao mar no domingo, onde vai ganhar força e se transformar em um ciclone que poderá adquirir características subtropicais e ventos intensos no litoral. Esse ciclone subtropical é mais perigoso que o ciclone Deni da última quinzena devido a sua posição mais ao sul, o que vai obrigar que sua calda ou bandas de chuva forte passem obrigatoriamente pelo RJ. Já o modelo ETA evidencia que o centro do ciclone passa sobre o estado do RJ, mas essa opção seria menos provável e traria menos chuva, mas ventos mais fortes.

Seguem as tendências:

Domingo, 04/12 – Tempo variável de manhã com intensificação do vento até o começo da tarde, quando pancadas de chuva fortes locais são possíveis. O eixo das baixas pressões (tempestades) generalizadas associadas ao ciclone devem atravessar a Região Metropolitana do RJ entre o começo da noite e a madrugada de segunda-feira (05/12) – Essas chuvas podem causar inundações e queda de barreiras, principalmente na Região Serrana que deverá já estar com o solo saturado, (projeção do ETA);

ATENÇÃO

Segunda-feira, 05/12 – Madrugada e início de manhã podem ser muito perturbadas com fortes chuvas e vento. Essa chuva se afasta no decorrer do dia, mas pancadas ainda são possíveis e o vento deve persistir ainda forte;

Terça-feira, 06/12 –  O Ciclone Subtropical provoca chuvas generalizadas no eixo da região dos Lagos e Norte,  na divisa dos estados do ES e de MG (Aimorés). Grandes volumes podem causar transtornos às populações com possíveis danos.

Quarta-feiras, 07/12 – Dia mais claro com risco baixo de baixas pressões (tempestades), isoladas na região serrana;

Quinta-feira,  08/12 – Dia muito quente mas úmido, com alto risco de baixas pressões (tempestades)  vespertinos;

Sexta- feira, 09/12 – O dia será mais quente devido a um pré-frontal, com continuado risco de baixas pressões (tempestades), com orages vespertinos e noite muito quente onde não chover.

Sábado, 10/12 – Mudança de tempo já na madrugada.  Uma frente fria deve atuar com chuva durante todo o dia, risco maior no começo da tarde com diminuição da temperatura.

Colaboração do prof. Douglas V. O. Lessa Paleontólogo do Clima.

Fonte de pesquisa NOAA, GFS, Windyty, INMET, INPE-ETA, Rindat, Marinha do Brasil

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