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Comunicado sobre problemas na TI da PCERJ

A área de Ti da policia civil foi criada em 2008 dentro do processo de redefinição do sua estrutura de TI da PCERJ, Sua estrutura é oriunda do Programa Delegacia Legal, iniciado em 1999. Programa este que modificou todo o perfil da polícia civil, dotando-a de novas unidades e de um sistema de informação completamente novo e informatizado. É constituída de técnicos especialistas nos vários seguimentos de TI, usando de técnicas e boas praticas vigentes no mercado, que colocou a PCERJ em um Patamar tecnológico de destaque dentro dos organismos de TI da administração do estado.

Em 2013 foi inaugurada um novo Data Center, com equipamentos de última geração, no complexo, então denominado, Cidade da Polícia. Isto projetou a instituição no mundo novo e moderno da tecnologia em definitivo. E colocou a PCERJ, como um exemplo de excelência em termo de uso intensivo de informatização em todas as suas atividades.
Porém, as graves dificuldades financeiras que começaram a minar o vigor do estado, atingiu em cheio a área de TI a partir do ano de 2015, em função dos constantes atrasos de pagamentos da empregadora dos técnicos (empresa PROL), além disso, a área teve que enfrentar cortes de pessoal, redução de contratos de suporte e manutenção. Mas, o maior problema se traduziu na dificuldade de pagar os salários dos técnicos.

A equipe de TI da PCERJ tinha em fevereiro de 2016 um efetivo de 109 pessoas, dentro de sua estrutura e que suportam todas as atividades de infraestrutura de TI da PCERJ. Esta estrutura é composta por uma rede logica com mais de 5.000 estações de trabalho, espalhadas por mais de 230 unidades de delegacias e órgão técnicos, três grandes institutos (IML, ICCE, e o IIFP), uma policlínica, toda a infra do prédio da chefia de polícia e da Cidade da Polícia. Tudo isto gerenciado a partir dos dois centros (Data Center),

Esta equipe é também responsável por todo o desenvolvimento de todos os sistemas em uso na polícia civil, bem como pela integração sistêmica com vários órgãos da administração, aí incluindo o DETRAN, o Tribunal de Justiça, O Ministério Público, a própria SESEG/através do CICC, além de fornecer acesso a dados policiais para a Polícia Militar, para o ISP, bem como, a parceiros conveniados como DETRO, CISP-Niterói. Também é mantido um serviço de Call Center 24 horas 7 dias por semana para atender a toda a polícia civil.

A equipe de TI, hoje, está reduzida a 68 pessoas, em virtude da crise avassaladora da empresa PROL que é a empregadora de todos os técnicos da TI. Hoje está equipe residual, está com 4 meses de salário atrasados, o 13º salário de 2015 não pago e todas as férias gozadas desde novembro do ano passado, além dos depósitos de FGTS, desde agosto de 2015. Também não foram pagos os benefícios como vale transporte e vale refeição de outubro e novembro.

Até agora foi possível continuar a atender, mesmo de forma precária, à PCERJ e seus parceiros.

O bancos de dados esta ativo ativo e íntegro, a rede está operacional apesar de sofrer com a falta de manutenção porque está sem contrato de manutenção de todos equipamentos a mais de um ano, o que demanda, dos técnicos, um nível de intervenção cada vez maior, para manter o nível mínimo de qualidade no serviço.
Porém, a equipe está no nosso limite de sustentação. As equipes já não suportam mais tantas privações. A Administração da PCERJ, liberou 3 PDs para pagamento da empresa PROL, ainda em setembro e estas, não foram pagas pela SEFAZ, por motivos que não foi detalhado até este momento.

Muitos prestadores de serviços, desta empresa, já deixaram de trabalhar em diversas áreas da polícia, quais sejam atendentes de delegacias, síndicos e mesmos quadros administrativos. Porém, os quadros técnicos, apesar das baixas por cortes e demissões, continuam trabalhando para manter a TI viva até agora.
Agora a resistência chegou ao final, se os salários, atrasados, não forem pagos em meados deste mês será mais possível sustentar as atividades destes técnicos, e sem eles não será possível manter a área de TI funcionando.

Uma paralização da TI irá gerar um impacto negativo, muito grande, para a sociedade, para instituição e para o próprio governo. Por isto é necessário a liberação em caráter de emergência, das PDs que estão bloqueadas, na SEFAZ, para que sejam pagas à PROL e desta forma esta possa pagar aos técnicos da PCERJ, restabelecendo assim as condições mínimas para continuar as operações na área de TI da polícia civil.

É sabido a grave crise que o Estado passa, neste momento, mas os valores para quitar os salários atrasados são uma gota d’água em meio a tantas dificuldades, porem o impacto de uma paralização poderá trazer prejuízos bem maiores para a imagem do estado e em particular para a sociedade. Porque sem a TI operacional, não haverá condição de fazer registro de ocorrência. Não haverá acesso, dos agentes de segurança, aos mandados de prisão, para consulta e cumprimento. Será impossível promover a identificação de presos e indiciados nas delegacias, será impossível dar continuidade aos processos de investigação e cessará toda a integração com os parceiros da PCERJ.
Poderá haver a partir do dia 16 de novembro uma paralisação da TI da polícia civil por falta de condições de trabalho que envolve falta de pagamento de salário a meses e benefícios como vale transporte.

 

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