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Para preservar o Cerrado, maior parte do Jardim Botânico tem entrada proibida

Quem visita o Jardim Botânico de Brasília talvez não imagine a real dimensão do espaço ou toda a reponsabilidade que o local tem para a preservação do bioma Cerrado. Com cerca de 5 mil hectares (500 deles destinados à visitação), o lugar abriga a Estação Ecológica Jardim Botânico de Brasília, com 1.337 espécies típicas de flora e 81 de mamíferos, 277 de aves e 90 de anfíbios e répteis. O lugar foi criado por meio do Decreto nº 14.422, de 1992.

Não é possível precisar a quantidade de animais de cada espécie. No entanto, o estudo de pegadas e fezes e o acompanhamento dos bichos por câmeras com sensor de movimento permitem à equipe do Núcleo de Monitoramento e Controle do Jardim Botânico fazer uma estimativa. O chefe do setor, Roberto Cavalcanti Sampaio, acredita que vivem na estação ecológica pelo menos três suçuaranas, por exemplo (veja o vídeo abaixo).

A onça-parda, como também é conhecida a espécie, é um dos três animais que compõem o topo da cadeia alimentar dentro da estação. Os outros dois são a jaguatirica e o lobo-guará. “Ter essas espécies aqui significa um ambiente altamente equilibrado”, resume Sampaio, ao destacar que existem outros carnívoros no lugar.

Além dos bichos que já vivem no Jardim Botânico, há os que são levados após serem resgatados em áreas urbanas. O processo conta com a parceria de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que avalia a saúde do animal antes de soltá-lo na área. Estudos prévios são necessários para que o equilíbrio do ecossistema não seja comprometido com a soltura. Cobras, por exemplo, não são mais libertadas na estação, isso porque já há uma quantidade grande desse réptil na área de preservação.

Maior desafio é coibir a entrada de ciclistas na Estação Ecológica do Jardim Botânico

A paisagem lembra cena de filme. Mas, apesar da beleza, com a imensidão de verde e silêncio, a entrada de pessoas não autorizadas é proibida. Fiscalizar o cumprimento dessa norma é uma das principais missões para a proteção do lugar.

De competência da equipe técnica do próprio Jardim Botânico, as fiscalizações são diárias. A prioridade é garantir que a estação ecológica não seja modificada pelo ser humano, preservando todas as espécies que vivem lá. “Se os animais percebem que o habitat deles está sendo ocupado, ele vai procurar outro lugar para viver”, diz o chefe do Núcleo de Monitoramento e Controle. Isso poderia ocasionar atropelamentos e aumento no número de invasões a residências vizinhas ao Jardim Botânico.

Por isso, não é permitida a colheita de sementes ou plantas. Tampouco é possível usar o espaço para passeios, como avisam as placas próximo à entrada da estação. “Atualmente, nosso maior desafio é em relação aos ciclistas”, pontua Sampaio. Além da preocupação ambiental, há o cuidado com a segurança das pessoas que infringem a regra. Em 2013, com uma das câmeras que usa para monitorar a área, a equipe chegou a registrar, minutos antes da passagem de alguém de bicicleta, uma suçuarana, no mesmo lugar. Também há casos mais graves, de morte depois de picada de cobras peçonhentas.

A fiscalização também coíbe os casos de caça. Alguns dos animais caçados, inclusive, são ameaçados de extinção. Há cerca de três anos, equipes chegaram a encontrar arapucas para aves raras e tatus.

 

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

05/11/2016- Brasília- Df, Brasil- Quem visita o Jardim Botânico de Brasília talvez não imagine a real dimensão do espaço ou toda a reponsabilidade que o local tem para a preservação do bioma Cerrado. Com cerca de 5 mil hectares (500 deles destinados à visitação), o lugar abriga a Estação Ecológica Jardim Botânico de Brasília, com 1.337 espécies típicas de flora e 81 de mamíferos, 277 de aves e 90 de anfíbios e répteis.

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

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Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

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Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

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Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

Foto: André Borges/Agência Brasília

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