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Nova depressão extratropical se forma no Sul do Brasil e linhas de instabilidade para o Sudeste

A semana começou com forte forte instabilidade no Sul do Brasil e formação de baixas pressões associadas a corrente de Jatos de Baixo Níveis, JBN, (umidade da amazônia). O calor permanece intenso sobre boa parte do país com risco de tempestades durante o anoitecer. Nesta terça-feira (01/11), baixa pressão com 1001 hPa avançou entre Uruguai e RS dando origem a Depressão Extratropical do Pacífico com 995 hPa, que causou tempestades severas nos últimos dias.

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Hoje, quarta-feira, (02/11), a frente fria do extratropical (arco) deixará o tempo instável com muitas nuvens e condições para ocorrência de pancadas de chuva localmente fortes que poderão vir acompanhadas de descargas elétricas, vendavais de 100 km/h e eventual queda de granizo associado ao calor em cada região.

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As condições severas permanecem em grande parte da Região Sul, MS, sul de RO e de MT, centro sul de GO, oeste e sul de MG, triângulo mineiro, SP, RJ região Sul do estado, maior chance. Conforme a descrição logo abaixo, nota-se grande áreas linhas de instabilidades SCM/CMM, nuvens convectivas/aglomerado de nuvens do tipo Cumulonimbus de 12 km e acima de 20 km entre os estados.

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Existe risco para as próximas 72 horas, (05/11), com a chegada da frente fria (extratropical) na costa do Sudeste. Ressalta-se que a chuva poderá se forte, acompanhada de rajadas de vento de 100 km/h e ocasional queda de granizo. No Sudeste poderá produzir tempestades severas associadas as LI que poderão ser localmente fortes. Nos modelos ECMWF indicam que o mar poderá ficar de ressaca com ondas entre 3.00 a 5.00 metros em toda a costa de SC, RS e Uruguai. Informe válido até quinta-feira, (03/11), até a madrugada quando a Depressão se afasta para o mar.

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Nas demais áreas do Brasil não haverá mudanças significativas nas condições do tempo. A instabilidade gerada pela passagem da Depressão Extratropical com 979 hPa deverá atuar desde o norte/nordeste do RS, SC, PR, SP, Triangulo Mineiro e grande parte do Centro-Oeste do Brasil. O Extratropical já estará atuando de forma estacionária e deverá favorecer a convergência de umidade desde o AM, passando pelo Centro-Oeste e parte do Sudeste do Brasil. As maiores chances de tempestades poderão ocorrer entre RS (Porta Alegre) e SC (região costeira). além das regiões já mencionadas.

O início da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul)
que se intensificará para a próxima semana depois de 07/11.

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Na faixa litorânea sobre o sul da BA o escoamento associado ao anticiclone pós-frontal (em superfície) que começa a adquirir características do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), favorece o transporte de umidade do oceano para o continente, consequentemente a ocorrência de chuva isolada sobre essas localidades. Na Região Norte do Brasil a termodinâmica e o padrão difluente em altitude deverá favorece a formação de instabilidade sobre grande parte da região.

ATENÇÃO:

Sexta-feira (04/11), o sistema frontal (Depressão Extratropical) já estará atuando de forma oceânica e afastado do continente, deste forma, as alterações nas condições de tempo serão dominadas pela termodinâmica. O JBN (umidade da Amazônia) e o escoamento de altos níveis sobre grande parte do Centro-Oeste e sul do Brasil. Na Região Sudeste a presença de um cavado (baixas pressões) entre MG, RJ e Atlântico adjacente deverá aumentar a instabilidade baroclínica, linhas de Instabilidades (LI),  sobre essas localidades, sendo que sobre a capital Paulista, Vale do Paraíba poderão ocorrer acumulados significativos de precipitação. No Centro-Oeste e Norte do Brasil a termodinâmica, a atuação do JBN e a difluência el atitude deverão dominar as condições do tempo. Os modelos são coerentes com relação ao campo de chuva acumulado em 24h para os próximos três dias.

Predições para a Semana RJ:

Terça-feira, 01/11 – Igual a o dia anterior, mas o fluxo volta a ser de N ou NW e as temperaturas voltam a subir;

Quarta-feira, 02/11 – Mesmo tempo, aumenta um pouco o risco de baixas pressões (tempestades severas) de fim de tarde, mas devem ser isolados;

Quinta-feira, 03/11 – Tempo quente e com muitas nuvens. Há risco de baixas pressões (tempestades severas) no fim da tarde devido a aproximação de uma frente fria que vai subir muito lentamente quando chegar em SP;

Sexta-feira, 04/11 – Tempo semelhante ao dia anterior. Uma frente fria parada em SP deve influenciar o RJ com muitas nuvens com risco de chuva isolada ao longo do dia e alto risco de baixas pressões (tempestades severas) a tarde e a noite.

Sábado, 05/11 (a confirmar) – a frente fria chega ao RJ e pode chover muito pela manhã (os modelos divergem quanto aos acumulados). Menos chuva a tarde e noite. Salvador não deve ser diferente. Apesar do tempo aparentemente ensolarado e quente, muitas nuvens carregadas vindas do oceano (retorno de leste) vão causar diversas pancadas de chuva ao longo do dia e noite;

Domingo, 06/11 (a confirmar) – RJ – chuvoso com curtas aberturas de sol devido a uma frente fria, igual a sábado, tempo mais fechado que aberto e constantes pancadas de chuvas vindas de leste, isso só porque queria mergulhar neste dia.

Semana seguinte, 07/11 – Tempo muito fechado no RJ com poucas aberturas de sol, pancadas possíveis ao longo do dia. Em Salvador também instável devido ao retorno de leste, essas nuvens carregadas seguiriam chegando do mar durante toda a nossa estadia (a confirmar).

Contribuição do professor Douglas, V. O. Lessa Paleontólogo do Clima

Fonte de pesquisa NOAA, GFS, Rindat, INPE, ECMWF

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