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Mesociclone provoca tornado e destruição em Ponta Grossa (PR)

Durante a tarde desta quinta-feira, 20/10, baixas pressões associadas ao corredor de umidade da Amazônia (JBN) provocaram tempestades severas sobre as cidades do MT, SP, PR, SC e MG. Nas imagens de satélite, mostram nuvens de grande desenvolvimento vertical (cumulonimbus) devido a um cavado com forte instabilidades atmosférica que provocou um Tornado em Ponta Grossa, Paraná. Em SC, choveu e teve raios nas regiões Planalto Norte e Litoral Norte.

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O escoamento difluente em altos níveis com a presença de Jatos de Baixos Níveis (JBN), calor , umidade e aquecimento em superfície combinados com a umidade favoreceram a convecção em pontos do Sudeste, especialmente em GO, Triangulo Mineiro, sul de Minas, Centro-Oeste, Sudeste e faixa oeste e sul do Norte do Brasil. Observa-se que o aglomerado de nuvens do tipo Cumulonimbus (mesocilone) acima de 15 km de altitude e temperatura de tropopausa entre -45ºC à -85ºC provocaram sobre os locais tempestades severas e que ainda podem causar alagamentos durante toda a madrugada em SP.

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Explicação científica, Mesociclone:

Um mesociclone é um vórtice de ar, de aproximadamente 2 a 10 km de diâmetro (na mesoescala de meteorologia), dentro de uma tempestade convectiva. Isto se dá pelo ar que sobe e gira em torno de um eixo vertical, geralmente na mesma direção que os sistemas de baixa pressão em um determinado hemisfério. São, em sua maioria, ciclônicos, isto é, associados a regiões de baixa pressão localizadas dentro de um forte temporal com relâmpago e trovão. Essas tempestades podemapresentar características de fortes ventos de superfície e violentos granizos. Os mesociclones muitas vezes ocorrem em conjunto com movimentos ascendentes de ar em super-células, onde os tornados podem se formar.

Em geral, os mesociclones são relativamente localizados: podem posicionar-se entre a escala sinótica (centenas de quilômetros) e a escala menor (centenas de metros).

Escala Fujita de EF0 até EF5:

Tornado EF0: Velocidades de vento inferiores a 117 km/h. Normalmente causam poucos danos.

Tornado EF1: Velocidades de vento entre 117 e 180 km/h. Até mesmo estes tornados podem levantar telhas e mover carros em movimento para fora da estrada. Trailers podem ser tombados e barracos podem desmoronar.

Tornado EF2: Velocidades de vento entre 181 e 253 km/h. Os telhados de algumas casas começarão a levantar e os trailers/casas móveis que estiverem no caminho do tornado serão demolidos. Este tornado também pode soprar vagões de trem para fora de seus trilhos.

Tornado EF3: Velocidades de vento entre 254 e 332 km/h. Árvores pesadas serão arrancadas e levantadas pela raiz, e paredes e telhados de edifícios sólidos serão arrancados como palitos de fósforos. É um tornado severo.

Tornado EF4: Velocidades de vento entre 333 e 418 km/h. Locomotivas e caminhões pesados toneladas são arremessados como brinquedos. Haverá devastação total.

Tornado EF5: Velocidades de vento entre 419 e 512 km/h. Tornados com esta intensidade destroem tudo em seu caminho. Os carros são arremessados como pedras para centenas de metros, e edifícios inteiros podem ser levantados do chão. A força é semelhante à de uma bomba atômica.

Hipóteses sobre Tornados EF6: Após o Tornado de Oklahoma em 1857, onde a velocidade máxima dos ventos possivelmente excedeu o limite de 500 km/h, chegando bem perto dos 533 km/h, houve várias especulações de que a escala Fujita definiria uma uma nova categoria EF6, que antes somente era considerada em simulações (chamado de Tornado Inconcebível). De acordo com agência NOAA, nesse caso tabela Fujita é uma escala de danos e não de ventos; Mesmo que exceda o limite de 511 km/h, provocarão os mesmos danos de um tornado F5, poderá causar devastação máxima.

 

Imagens e vídeo enviadas por moradores (internautas) mostram a destruição causada por um Tornado categoria F0/F1 em MS, na cidade de Ponta Grossa, nesta tarde.

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Fonte de pesquisa NOAA, GFS, Rinadat, INMET, INPE, Epagri.

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