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Primeira depressão subtropical da primavera e risco de enchentes no Sudeste

Chuvas intensas podem causar transtornos as populações em parte do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste associado a grandes volumes vindo da amazônia e do Furacão Matthew. Os modelos Windyty, GFS e NOAA apontam que o furacão “Matthew”, agora no mar do Caribe, ejetou uma grande quantidade de umidade do Oceano Atlântico entre estas regiões da Colômbia e Venezuela causando transtornos naquelas localidades e subsequentemente aumentando a umidade da Amazônia. A agencia NOAA sinalizou baixas pressões descendo junto com corredor de umidade que começam a se formar para os próximos dias. O que mais chamou a atenção, foi a maior quantidade de ciclones extratropicais e subtropicais mais intensos desde o último dia 21/08, quando formou uma depressão subtropical na costa do PR e SP ainda no inverno e provocou tempestades severas com ventos de até 170 km/h nas mediações deste estados e no final das Olimpíadas, RJ.

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Conforme observado na carta sinótica da agencia NOAA de 02/10, anomalia, um grande corredor de umidade formou associado ao furacão “Matthew” e de alguma forma contribui para os grandes volumes de chuvas entre os países vizinhos e o Brasil para os próximos dias em curto espaço de tempo.

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As modelagens indicam um cavado de onda curta em 500 hPa se deslocando para leste a instabilidade se propagará para o PR, sul e leste de MS e no sul, centro, sudoeste e oeste de SP com severidade nesta segunda-feira, 03/10. Com  forte divergência em altitude, contribuirão para pancadas de chuva localmente forte a partir da tarde, para o nordeste, norte, leste e litoral norte de SP, para o sudoeste, sul e zona da mata de MG, sul de GO e no RJ.

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Entre os dias 4 à 6/10, 30 horas, “cavado” sobe para o Sudeste criando as condições de tempestades severas sobre todos os estados associado as linhas de instabilidades SCM/CCM e formação da depressão subtropical com 1006 hPa inicialmente e desorganizada entre RJ, ES e BA (divergências nos modelos) .

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Existe risco de chuvas intensas já a partir desta segunda-feira, 03/10, principalmente à noite, valendo para toda a semana. Entretanto ainda há muitas divergências nos modelos quanto os dias em que as linhas de instabilidades vão passar e também quanto aos tipos de “baixas pressões” que ficarão no oceano e continente.

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Apesar de muitas divergências nos modelos GFS, estão previstas para dia 04/10, risco de enchentes, inundações e até deslisamentos de terra entre as regiões da Costa Verde, Serrana, Norte e dos lagos e capital (talvez) onde os modelos apontam grandes volumes de 50 até 200 mm/cada 3 horas associados as baixas pressões da Amazônia e poderá formar na divisa com o estado do ES, desorganizada. Linhas de instabilidades muito fortes poderão vir acompanhadas de vendavais de 100 km/h, descargas elétricas e eventual queda de granizo associado ao calor e umidade.

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Para os próximos dias entre 05 e 7/10, nova baixa pressão com 1002 hPa se organiza entre os estados do PR, SP e RJ (dentro dos subtrópicos) que poderá agravar a nível de chuvas acima da média em um curto espaço de tempo. Talvez provoque vendavais entre as cidades já mencionados. Os modelos também indicam chuvas muito pesadas associadas a depressão que avança para o mar, puxando a umidade da amazônia sobre os estados de parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. No início da semana passada havíamos cogitado para o risco de duas baixas pressões de características subtropicais que aos poucos estão se confirmando, apesar de muitas divergências.

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Os modelos GFS, Windyty-ECMWF (divergencias) indicam entre os dias 03 e 8/10, risco de ressaca entre PR e região costeira do RJ com ondas de 3.00 a 4.00 metros e litoral da Bahia talvez.

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Sinopse:

Segundo os estudos e nomenclaturas dos “ciclones tropicais/subtropicais”, estes fenômenos atmosféricos são mais propiciosos de ocorrer no verão.  Ciclone tropical é um termo geral para esse fenômeno meteorológico, mas dependendo de sua localização geográfica e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar várias outras denominações, tais como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone.

Predições para a semana:

Domingo, 02/10, contrariando as previsões da TV, os modelos indicavam o dia da eleição com tempo muito nublado e algumas passagens pluviosas locais e fracas vindas do oceano.

Segunda-feira, 03/10 – O tempo pode voltar a ficar mais aberto e mais quente, mas é precedência do diluvio que deve chegar no fim da noite ou madrugada de terça-feira. Trata-se de uma forte baixa pressão vinda do estado do MS e todos os modelos indicam a passagem dela neste período;

Atenção para os próximos dias:

Terça-feira, 04/10 – Fortes chuvas podendo ser volumosas em até 100 mm/h (divergências) durante a madrugada e parte da manhã. Depois a chuva enfraquece, mas deve continuar caindo de forma intermitente durante o resto do dia;

Quarta-feira, 05/10 – Ainda instável com intercalação de sol e nuvens e risco de chuvas intermitente local;

Quinta-feira, 06/10 (incerto) – O desenvolvimento de um forte centro depressionário no PR vai trazer chuvas fortes ou mesmo baixas pressões (violentas) para o RJ (também por oeste) no fim da tarde. Entretanto há divergência nos modelos.

Sexta-feira, 07/10 – Previsão muito incerta também, mas a maioria dos modelos indicam tempo muito nublado com algumas pancadas locais a qualquer hora do dia. Uma nova vaga pluvio-orajosa poderia atravessar o estado do RJ a noite ou na madrugada seguinte;

Sábado, 08/10 – Segue muitas incertezas, um tempo muito perturbado com chuvas fortes principalmente na parte da manhã;

Domingo, 09/10 – Talvez exista possibilidade que o tempo melhore, mas fica a confirmar pois há muita divergência nos modelos.

 

Contribuição do professor Douglas V. O. Lessa Paleontólogo do Clima.

Fonte de pesquisa NOAA, GFS, GEM, ICON, ECMWF, Windyty, INPE, INMET, Senamhi.

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