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Espaço do Lazer e Inclusão Social, no Rio de Janeiro

O beach soccer (futebol de areia) movimentou as areias da praia de Copacabana durante toda a manhã e tarde, desta sexta-feira (26.8). Crianças, adolescentes e atletas consagrados participaram de uma série de eventos para promover a modalidade na Arena Esporte Lazer, montada pelo Ministério do Esporte ao lado do Posto 3.

Crianças do Programa Segundo Tempo praticam Beach Soccer nas areias da Arena de Esporte e Lazer, em Copacabana. Foto: Ivo Lima/MECrianças do Programa Segundo Tempo praticam Beach Soccer nas areias da Arena de Esporte e Lazer, em Copacabana. Foto: Ivo Lima/ME
A programação, que começou com um torneio entre crianças de comunidades carentes do Rio de Janeiro, seguiu durante a tarde com alunos do Programa Segundo Tempo, do Governo Federal. O dia foi encerrado com uma partida amistosa entre Amigos do Júnior Negão e Amigos do Jorginho, duas estrelas da modalidade no Brasil.

“Eu estou me sentindo no Maracanã. Nunca joguei em um local que tivesse arquibancadas e torcedores. Estou muito feliz, ainda mais sabendo que nesta areia vão jogar craques como, por exemplo, o Júnior Negão”, comemorou Gabriel, de 13 anos, morador da comunidade do Cantagalo e atleta do Projeto Reação, que dá aulas de beach soccer para crianças carentes nas praias de Copacabana.

Fundador do projeto Geração, Almir Fernandes falou sobre a iniciativa que atende mais de 800 crianças. “Atualmente o nosso projeto conta com 814 crianças, sendo que 75% delas são de comunidades próximas a Copacabana, Botafogo e toda a Zona Sul, principalmente as pacificadas. O nosso trabalho tem se fortalecido. A cada dia aparecem de três a cinco alunos para entrar no projeto. A nossa alegria é ver as crianças correndo, porque a gente não está formando só futuros jogadores, nós estamos formando cidadãos.”

Além das partidas de beach soccer, as crianças do projeto comandado por Almir Fernandes tiveram a oportunidade de conhecer o Segundo Tempo. Mais 50 crianças beneficiadas pela iniciativa do Ministério do Esporte também participaram dos eventos na Arena Esporte Lazer.

“O esporte é inclusivo, é transformador. Ter essa chance de reunir tantos jovens em torno da prática esportiva nos deixa muito feliz. Eles não estão apenas competindo, estão adquirindo conhecimento, experiência”, disse o coordenador do Segundo Tempo em Bom Sucesso (RJ), Sargento Paixão.

O Programa Segundo Tempo democratiza o acesso à prática do esporte, promovendo o desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens em áreas de vulnerabilidade social.

Depois da programação com crianças e adolescentes, ‘o dia do Beach Soccer’ na Arena Esporte Lazer ainda contou com a participação de diversos craques da modalidade que participaram do amistoso entre Amigos do Júnior Negão e Amigos do Jorginho. “O convite para participar deste evento foi muito especial, principalmente, por conta do momento que o esporte brasileiro está vivendo. Os Jogos Olímpicos foram maravilhosos, mas a gente queria que o beach soccer estivesse lá. Nós continuaremos lutando por isso” afirmou Júnior Negão, um dos maiores nomes da modalidade no mundo.

Quando a bola rolou, o time de Jorginho derrotou a equipe do amigo Júnior Negão por 3 a 2. O craque que dá nome à equipe vencedora e um dos maiores artilheiros da história da seleção brasileira de beach soccer vislumbra parcerias para desenvolver a modalidade. “A gente quer começar uma parceria com o Ministério do Esporte para promover o futebol de areia pelo Brasil e no Rio de Janeiro. Nós estamos carentes de campeonatos e, por isso, a gente quer que essa parceria faça surgir novos ídolos no nosso esporte”, ressaltou Jorginho.

Arena Esporte Lazer

A Arena Esporte Lazer, que recebeu durante esta quinta e sexta-feira (25 e 26.8) diversas atividades esportivas e culturais, é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social do Ministério do Esporte (Snelis). No local foram apresentados os principais projetos desenvolvidos pela secretaria, como os tradicionais Jogos Indígenas, Programa Segundo Tempo; Luta pela Cidadania; Programa Esporte e Lazer da Cidade e Vida Saudável.

Com o fim das atividades, nesta sexta, o secretário da Snelis, Leandro Cruz, comemorou os resultados do evento. “A diversidade é uma das características da Secretária Nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social do Ministério do Esporte. A gente teve aqui uma diversidade grande de atividades, de gênero, com o objetivo de divulgar esses esportes, divulgar essas culturas e, acima de tudo, promover o lazer, promover o esporte educacional e promover a inclusão social, o que é fundamental”, concluiu.

João Paulo Machado
Ascom – Ministério do Esporte

Montada na Praia de Copacabana, próximo ao Posto 03, a Arena Esporte e Lazer do Ministério do Esporte foi palco, nesta quinta-feira (25.08), de diversas apresentações esportivas e culturais. O evento foi promovido pela Secretaria Nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social (SNELIS), que busca divulgar os principais projetos executados pela secretaria, entre eles, os tradicionais Jogos Indígenas, o Programa Segundo Tempo; Luta pela Cidadania; Programa Esporte e Lazer da Cidade e Vida Saudável.
Corrida de Tora foi apresentada pelos índios da etnia Gavião Parkatêjê do Pará. (Foto: Ivo Lima/ME)Corrida de Tora foi apresentada pelos índios da etnia Gavião Parkatêjê do Pará. (Foto: Ivo Lima/ME)
Pela manhã, os povos indígenas das etnias Bakairi (MT), Gavião (PA) e Pataxó (BA) participaram de uma competição para divulgar diferentes modalidades esportivas e culturais como o arremesso de Lança, Arco e Flecha, corrida de “Tora” e corrida com “Maraká”, entre outras.
“Esse evento é importante para que a sociedade conheça a diversidade cultural do nosso país. Existem muitas modalidades esportivas no Brasil e que podem promover a inclusão social dos indígenas e ressaltar as tradições deles”, disse o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Artur Nobre Mendes, que estava presente na Arena, em Copacabana.
O secretário da SNELIS, Leandro Cruz, disse que: “a ação tem o objetivo de fortalecer e divulgar a identidade cultural dos povos indígenas“. (Foto:Ivo Lima/ME)O secretário da SNELIS, Leandro Cruz, disse que: “a ação tem o objetivo de fortalecer e divulgar a identidade cultural dos povos indígenas“. (Foto:Ivo Lima/ME)
Com as arquibancadas lotadas de crianças e adolescentes, os indígenas da etnia Pataxó iniciaram as apresentações com a tradicional corrida com “Maraká”. A modalidade é semelhante às corridas de revezamento do atletismo.
No esporte indígena, os atletas trocam o bastão pelo instrumento musical. O coordenador técnico dos Jogos Indígenas Pataxó, Karkaju Pataxó, comemorou a chance de divulgar o esporte para outros públicos. “Essa é uma oportunidade que o Ministério do Esporte está dando para a gente ganhar visibilidade. Isso aumenta a autoestima dos jovens, nos ajuda a manter a nossa identidade cultural. Hoje, já é muito comum nas aldeias à utilização dos adornos, o pessoal começa a usar as pinturas com mais frequência, a própria língua com mais frequência. Então, a gente está tentando fazer com que isso cresça”.
Crianças que participaram das atividades aprenderam a corrida com Maraká. (Foto:Ivo Lima/ME) Crianças que participaram das atividades aprenderam a corrida com Maraká. (Foto:Ivo Lima/ME)
O secretário Nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social do Ministério do Esporte (SNELIS), Leandro Cruz, disse que: “a ação tem o objetivo de fortalecer e divulgar a identidade cultural dos povos indígenas“.
O líder Jakuri Pep Krakete, da etnia Gavião Parkatêjê, comandou a apresentação da corrida de “Tora”, onde os atletas percorrem uma distância de 200 metros com uma “tora” de madeira nas costas. Pep Krakete ressaltou que os esportes também são importantes para o desenvolvimento de habilidades tradicionais dos povos indígenas. “A gente ensina os jovens a como “correr a tora”, como passá-la para o seu companheiro. Eles aprendem a fazer o arco e a flecha, aprendem a “jogar a flecha”, a caçar, pescar e todas as outras atividades do nosso povo”, afirmou.
A atleta indígena Ednalva Palamido Rondon, da etnia Bakairi que participou das disputas de arco e flecha comemorou a participação no evento. “Foi uma experiência única, o ambiente era muito legal. Os jogos são uma oportunidade para o esporte indígena mostrar seu valor, sua cultura”, concluiu a atleta, de 18 anos.
Jiu-jitsu 
Durante a tarde, após as apresentações dos povos indígenas, a Arena Esporte e Lazer recebeu um mini torneio de jiu-jitsu, com atletas de diversas academias do Rio de Janeiro. O evento, que foi vencido pelo atleta Breno Bittencourt, faz parte do movimento que busca fazer da modalidade um esporte olímpico, e contou com a presença de Robson Gracie, presidente da Federação de jiu-jitsu e um dos pioneiros e principais responsáveis pelo desenvolvimento do estilo da arte marcial no Brasil.
Modalidade de jiu-jitsu busca apoio para se tornar esporte olímpico.(Foto: Ivo Lima/ME)Modalidade de jiu-jitsu busca apoio para se tornar esporte olímpico.(Foto: Ivo Lima/ME)
Durante as lutas, o secretário da SNELIS, Leandro Cruz, falou sobre a possibilidade do esporte se tornar olímpico. “O jiu-jitsu tem raízes japonesas mas, adaptado, é também genuinamente brasileiro. Então, a divulgação, a democratização do acesso, do conhecimento, do que é o esporte são fundamentais para que possamos fazer a defesa dessa arte marcial que é uma arte brasileira. Ter a modalidade como esporte olímpico seria uma grande oportunidade esportiva para a o Brasil”.
O jiu-jitsu é uma das modalidades contempladas no Programa Bolsa Atleta, do Governo Federal, desde a sua implantação, em 2005. O objetivo do programa é permitir que os atletas possam se dedicar exclusivamente aos treinamentos e possam competir em alto nível.
Nesta sexta-feira (26.08), a programação na Arena Esporte e Lazer em Copacabana segue com apresentações de crianças que integram o Programa Segundo Tempo no Rio de Janeiro, e ainda partidas de beach soccer a partir das 9h.
João Paulo Machado 
Ascom – Ministério do Esporte

Foto: Ivo Lima/ME

Foto: Ivo Lima/ME

26/08/2016- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- SNELIS- Espaço do Lazer e Inclusão Social.

Foto: Ivo Lima/ME

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