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Chuva de estrelas no céu de Ophiuchus e o bailar dos Planetas

A Precessão do Equinócios, Ophiuchus a décima terceira constelação do Zodíaco. Acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra. Este eixo, inclinado num ângulo de 23º, traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris – a estrela que viemos considerando nossa estrela polar celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira.
OPHILCUS 2
Na mitologia grega, Ofiúco era tido como o deus grego da medicina chamado de Esculápio. Ele ressuscitava os mortos. Hades, deus do Inferno, temendo que isto o atrapalhasse em seu comércio de almas mortas, pediu a Zeus que matasse Esculápio com um raio. Zeus pôs Esculápio entre as estrelas, onde é visto segurando uma serpente, símbolo da cura. Ophiuchus ou Serpentário, é uma constelação distribuída sobre o equador. A cabeça de Ofiúco fica próxima da constelação de Hércules, e seus pés sobre a constelação do Escorpião.
Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, de forma que esta constelação não foi incluída. Hoje em dia, sim, em função da precessão, Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica e o Sol passa um bom tempo aqui depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.

O aglomerado das Hyades e Aldebaran, gigante vermelha e o focinho de Touro:

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Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que segue . Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus, entre os persas a cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal – as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut. Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é uma estrela de primeira magnitude, e a estrela mais brilhante da constelação Taurus.1 É também designada pelos nomes de Cor Tauri; Parilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139. Na Grécia antiga era conhecida como “tocha” ou “facho”.

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Aldebaran formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal. As outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut. As Hyades são o aglomerado aberto mais próximo ao nosso Sol e todas suas estrelas encontram-se em movimento conjunto. Situa-se em cerca da metade do caminho entre o centro das Hyades e nosso Sol. No entanto, a olho nu, todo esse conjunto estelar forma a cabeça do Touro. Ocorreu no ultimo dia 30 de Julho de 2016 a conjunção entre a Lua e Aldebaran.

“Desfile dos Planetas, Bailar dos Planetas e Luz Cinérea”

Um dos fenômenos mais fascinantes do sistema solar começa no final de Julho e se estende pela primeira semana de agosto, quando será o seu momento mais próximo da Terra e terminará em dezembro de 2016. O fenômeno astronômico mais aguardado, foi descoberto por Galileu Galilei há 400 anos. Poderemos observar a partir de Vênus, os planetas Marte, Júpiter, Mercúrio e a Lua, que formarão uma linha reta. Este fenômeno ocorrerá até o dia 12 de Setembro de 2016, pico máximo de observação.

Entre 1610 e 1616, Galileu Galilei percebeu seus anéis e seu desaparecimento, não conseguindo, no entanto, explicar esse fenômeno na época. Hoje sabemos que devido a essa inclinação de bordas que vão se afastando lentamente, de tempos em tempos o “senhor dos anéis” se torna visível.

Cerca de 50 anos após Galileu, Christian Huygens confirmou, com um telescópio de maior alcance, que eram realmente anéis, o que Galileu denominava “alças “.

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Saturno está neste momento visível a olho nu junto a 4 planetas do sistema solar, Marte, Vênus, Júpiter e Mercúrio, além da Lua. O planeta que dista 1,4 bilhões de km da Terra, poderá ser melhor observado em locais remotos como a floresta amazônica , o deserto de Atacama ou locais com pouca luminosidade. Seu formato a olho nu é de uma pequena estrelinha azul, estando no limite de observação do olho humano. Seus anéis só poderão ser vistos com o auxílio de telescópios, lunetas ou câmeras com bastante capacidade de aumento. Seu tamanho natural corresponde ao enfileiramento de 9 planetas do tamanho da Terra. Seus anéis possuem 250 mil km de comprimento, mas são finos , não ultrapassando 1km de largura. O planeta demora 29,4 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol e entre 14 e 15 anos aponta a borda dos seus anéis para o nosso planeta, como está ocorrendo agora, permitindo uma boa observação.

Saturno é o último planeta que o olho humano consegue captar sem auxílio de nenhum instrumento. O planeta hoje estará na constelação de Ofiúco, uma das treze constelações do zodíaco.

Informações sobre o show celeste dos cinco planetas:

01 de Agosto – Segunda-feira. Lua com Luz Cinérea na constelação de Gêmeos, iluminada 2% e nascendo um pouco antes dos primeiros raios solares e visíveis a olho nu no anoitecer.

02 de Agosto – Terça-feira. Lua Nova às 17:44. Marte passa da constelação de Libra para a constelação de Escorpião na “Dança dos Planetas”.

04 de Agosto – Quinta-feira. Lua com luz cinérea, iluminada 4,2% e visível ao anoitecer. O brilhante planeta Vênus em conjunção com a estrela Regulus (Alpha Leonis), uma das 4 estrelas reais da antiguidade. A Lua estará próxima de Mercúrio, distante 1,1º de distância angular.

05 de Agosto – Sexta-feira (Início dos Jogos Olímpicos da Rio 2016). A Lua com a luz cinérea abrilhanta o espetáculo celeste no anoitecer do início dos Jogos Olímpicos, com os 5 planetas visíveis a olho nu. A Cerimônia de Abertura irá começar pontualmente às 20 horas no horário de Brasília e terá a duração de 3 horas. Às 19:15 horas começa o show com vários cantores do Brasil para um esquenta. Neste momento, Mercúrio e Vênus não estarão mais visíveis no céu. No momento da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, a Lua e Júpiter se despedem do céu. A Lua estará 9% iluminada, com luz cinérea e abaixo do planeta Júpiter na constelação de Leão. O brilhante planeta Júpiter estará na constelação de Leão no limite com a constelação de Virgem.

Vênus estará a somente 0,5º da estrela Regulus (Alpha Leonis). No anoitecer, Marte e Saturno estarão no meio do céu. Marte estará próximo da estrela Dschubba (Delta scorpii) na constelação de Escorpião. Saturno estará ao lado, na constelação de constelação de Ophiuchus. Os turistas do hemisfério norte irão se encantar com o céu do hemisfério sul. O nosso céu é muito mais bonito e interessante que o céu do hemisfério norte. Não podemos esquecer que a Bandeira do Brasil tem representada as 9 das 88 constelações celestes no céu e naquele momento foi feita a Proclamação da República, na manhã de 15 de novembro.

06 de Agosto – Sábado. O terceiro astro mais brilhante do céu, o planeta Vênus em conjunção com a estrela Regulus (Alpha Leonis). Vênus estará a 9º de distância angular de Mercúrio e a 13º de distância angular de Júpiter. A Lua com luz cinérea, iluminada 15% na constelação de Virgem, estará a 8º de distância angular de Júpiter.

07 de Agosto – Domingo. Lua com luz cinérea, iluminada 23% próxima da estrela binária Porrima (Gamma Virginis). A distância das estrelas Porrima voltará a ser grande o suficiente em 2020 para serem observadas separadas com um pequeno telescópio ou luneta. Marte estará muito próximo da estrela Dschubba (Delta Scorpii) na constelação de Escorpião. Dschubba também é uma estrela binária e variável. Por estar perto da eclíptica, Dschubba ocasionalmente é ocultada pela Lua, ou (muito raramente) por planetas.

08 de Agosto – Segunda-feira. Lua próxima da estrela Spica (Alpha Virginis). A estrela está representada na Bandeira do Brasil acima da inscrição ORDEM E PROGRESSO e representa o estado do Pará na bandeira. A Lua estará 32% iluminada (último dia da Luz Cinérea), distante 5,5º da estrela Spica. Marte e a estrela Dschubba (Delta Scorpii) dão o show no céu no início da noite. Marte estará a 0,5º da estrela binária e variável. Marte, Saturno e a brilhante estrela Antares (Alpha Scorpii) estarão formando um triângulo celeste, visível no início da noite no céu Olímpico brasileiro.

09 de Agosto – Terça-feira. (Dia da Tanabata – Festa das Estrelas). Uma tradicional festa japonesa que acontece em vários locais do Brasil no mês de julho e agosto. Segundo reza a Lenda Chinesa, foi levada para o Japão e é por causa das estrelas Altair (Alpha Aquile) e Vega (Alpha Lirae) que estão visíveis no céu ao norte no início da noite.

10 de Agosto – Quarta-feira. Lua visível no período da tarde, entrando na fase crescente às 15 horas. A noite a Lua estará na constelação de Libra, iluminada 51%, dentro do Quadrilátero de Libra.

11 de Agosto – Quinta-feira. A Noite dos “3 Cruzeiros”. A Noite dos 3 Cruzeiros será formado pelo Cruzeiro do Sul, a “Falsa Cruz” e o asterismo celeste. A Lua estará na Constelação de Escorpião, e junto com Marte, Saturno e a estrela vermelha Antares (Alpha Scorpii) que irão formar um asterismo celeste em formato de Cruz, visível bem no meio do céu ao anoitecer. A “Falsa Cruz” estará visível por somente 1 hora, podendo ser observada com o Sudoeste (SO) livre de obstáculos. O Falso Cruzeiro” é um asterismo, sendo formado por duas estrelas da constelação de Vela (Markeb-Kappa Velorum e Delta Velorum) e duas estrelas da constelação de Carina (Avior-Epsilon Carinae e Aspidiske-Iota Carinae).

A constelação do Cruzeiro do Sul se põe por volta da meia noite. Os brilhantes planetas Vênus e Júpiter e o menor planeta do Sistema Solar, Mercúrio estarão fazendo um triângulo celeste no anoitecer. A Lua, Marte e Antares estarão na constelação de Escorpião, e Saturno estará na constelação de Ophiuchus, uma das 13 constelações zodiacais. Vênus e Mercúrio estarão na constelação de Leão e Júpiter estará entrando na constelação de Virgem. A cada dia que passar, Mercúrio e Vênus estarão indo em direção de Júpiter na “Dança dos Planetas”.

12 de Agosto – Sexta-feira. Chuva de Meteoros Perseidas. A chuva de Meteoros Perseidas não é favorável para a observação no hemisfério sul, pois a constelação de Perseu é uma constelação do hemisfério norte, próxima do Polo Celeste Norte. Para quem quiser arriscar e passar frio, a constelação de Perseu nasce a Norte por volta das 2 da madrugada. O melhor horário para a observação é 1 hora antes dos primeiros raios de Sol. A Lua, 70% iluminada estará atrapalhando a observação das Perseidas em 2016.

14 de Agosto – Domingo (Dia dos Pais). Na noite do Dia Dos Pais, a Lua estará iluminada 86% na constelação de Sagitário,

16 de Agosto – Terça-feira. Mercúrio em máxima elongação. O melhor momento para observar o menor planeta do Sistema Solar (e o mais difícil de ver a olho nu) no anoitecer. Depois deste dia, a cada dia, Mercúrio estará mais baixo no céu, entrando em Conjunção Inferior (Sol-Mercúrio-Terra) no dia 12 de Setembro. No final do mês, Mercúrio começa a se despedir do céu do entardecer, terminando o espetáculo dos 5 planetas visíveis a olho nu. A Lua estará na constelação de Capricórnio, 97% iluminada.

18 de Agosto – Quinta-feira. (Eclipse Penumbral da Lua, não visível no Brasil). Lua Cheia às 6:26 da madrugada. Neste momento, a Lua estará se pondo a oeste. Eclipse Penumbral (não visível a olho nu e não visível em grande parte do Brasil). A penumbra da Terra “somente irá raspar” e a Lua estará na constelação de Aquário. Aproveite para observar e fotografar o “Coelho da Lua” no último Final de Semana Olímpico da Rio 2016.

21 de Agosto – Domingo. (fim das Olimpíadas Rio 2016). Mercúrio, Vênus e Júpiter dão o show celeste a oeste, no anoitecer no dia do término das Olimpíadas do Rio de Janeiro, formando um triângulo celeste. Outro triângulo celeste será formado no meio do céu com Marte, Saturno e a brilhante estrela vermelha Antares (Alpha Scorpii). A Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas começa às 20 horas no horário de Brasília. A Lua, iluminada 82% nasce às 21 horas no Rio de Janeiro, abrilhantando o término das Olimpíadas no Brasil. A Lua estará na constelação de Peixes, ao lado do famoso Quadrilátero de Pégaso, acima do planeta Urano (Não visível a olho nu).

22 de Agosto – Segunda-feira. (Dia do Folclore). Urano (Não visível a olho nu) a 4º da Lua. A Lua sempre foi inspiração para as lendas folclóricas. A Lua nasce na constelação da Baleia às 22 horas, 72% iluminada.

24 de Agosto – Quarta-feira. Marte muito próximo em distância angular da estrela Antares (Alpha Scorpii). Os astros estarão separados por 1,3º de distância angular. Apesar do planeta vermelho parecer estar na constelação de Escorpião, Marte estará entrando na constelação de Ophiuchus, onde também está o planeta Saturno. No dia 27 de Agosto, Marte volta para a constelação de Escorpião na “Dança dos Planetas”. Visível no noitecer, Vênus começa a se aproximar de Júpiter, distante 3º em distância angular. Ao lado de Júpiter estará o planeta Mercúrio. Os dois planetas começam a se despedir do céu do início da noite na “Dança dos Planetas”.

25 de Agosto – Quinta-feira. Lua em fase minguante às 00:41. Nasce com 50% iluminada no início da madrugada na constelação de Touro, próxima da estrela Aldebaran (Alpha Tauri) e do famoso Aglomerado das Plêiades (M 45).

26 a 31 de Agosto. Lua com luz cinérea na madrugada.

26 de Agosto – Sexta-feira. Lua com luz cinérea iluminada 36% na constelação de Touro.
Visível a partir das 2 da madrugada.

27 de Agosto – Sábado. (Incrível Conjunção dos planetas Vênus e Júpiter)
Incrível conjunção dos brilhantes planetas Vênus e Júpiter. Os astros estarão separados por somente 0,5º no anoitecer. Vênus é o astro mais brilhante e estará a direita de Júpiter. Depois do Sol e da Lua, Vênus é o terceiro astro mais brilhante do céu. Depois vem Júpiter como o 4º astro mais brilhante do céu. As vezes Júpiter pode ser superado por Marte, quando o planeta vermelho estiver em Oposição Periélica, e isto irá voltar a acontecer em Julho de 2018. Do lado esquerdo de Júpiter e Vênus, estará o planeta Mercúrio e com dificuldade poderá ser observada próxima de Vênus e Júpiter a estrela Zavijava (Beta Virginis). Quem possuir luneta ou telescópio poderá observar as 4 luas galileanas e Vênus, em fase iluminado 92% e Mercúrio em fase, iluminado 30%. O espetáculo celeste poderá ser observado por somente 1 hora, com o horizonte oeste livre de obstáculos.

Final do mês de Agosto de 2016. Últimos dias do espetáculo dos 5 planetas visíveis a olho nu, com o espetáculo voltando a acontecer em 2018. No final do mês de Julho de 2018, os planetas estarão visíveis novamente no anoitecer. No feriadão de Dia das Crianças e Dia do Professor de 2018, de 12 a 15 de Outubro de 2018, o espetáculo celeste estará novamente visível ao anoitecer.

01º de Setembro – Quinta-feira. (Eclipse Solar Não Visível no Brasil). Será um Eclipse Solar Anular, iniciando no meio do Oceano Atlântico e passando pelo sul da África (abaixo da linha do Equador) e pela ilha de Madagascar, terminando no Oceano Índico. O ponto máximo do Eclipse Anular será na Tanzânia.

02 de Setembro – Sexta-feira. Acontece o triângulo celeste de Mercúrio, Júpiter e da Lua com luz cinérea no anoitecer.

03 de Setembro – Sábado. (Termina o Show dos 5 planetas). A Lua cinérea faz um triângulo celeste com os brilhantes planetas Vênus e Júpiter, terminando o espetáculo dos 5 planetas visíveis no anoitecer. É o último final de semana da observação dos 5 planetas visíveis a olho nu.

Fonte de pesquisa Clube de Astronomia do Rio de Janeiro e IMO (International Meteor Organization).

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