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Theatro Municipal do Rio comemora 107 anos nesta quinta-feira (14) e terá programação gratuita

Para festejar 107 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Fundação Teatro Municipal, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, realiza em duas datas a edição de 2016 do evento comemorativo que já é uma tradição no calendário cultural da cidade. No dia do aniversário, na próxima quinta-feira, 14 de julho, o TMRJ estará de portas abertas para receber o público em sete horários de Visita Guiada Grátis, entre 11h e 16h. Serão distribuídas senhas para uma centena de visitantes para cada um dos sete grupos. No domingo, 17 de julho, a Casa será aberta novamente aos espectadores para apresentações com integrantes dos três corpos estáveis do TM – Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica – e também com alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.

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No domingo, 17 de julho, o programa será aberto às 11h, com o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Cantores, solistas e músicos irão apresentar o Concerto em Homenagem a Carlos Gomes (1836-1896), em que serão celebrados os 180 Anos de Nascimento do compositor brasileiro. No programa do concerto, com regência do Maestro Tobias Volkmann, estão trechos das óperas Fosca (1873), Il Guarany (1870), Maria Tudor (1879), Lo Schiavo (1889), Condor (1891) e Colombo (1892). Às 14h, será a vez de os alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa subirem ao palco para apresentar cinco coreografias assinadas por nomes como Dalal Achcar, Vassili Sulich, Eric Frederic, Silvana Andrade e Consuelo Rios. Sob a direção de Maria Luisa Noronha, os jovens bailarinos abrirão a apresentação com o balé Fantasia Brasileira, criada com base na conhecida composição clássica Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, do pianista e maestro norte-americano Louis Moreau Gottschalk (1829-1869) e inspirada na melodia original do Hino de Francisco Manoel da Silva (1795-1865), que foi dedicada à Condessa D’Eu, a Princesa Isabel. Ao fim da apresentação, haverá uma homenagem à coreógrafa e professora Maria Luisa Noronha, Diretora da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, que se despede do posto após 25 anos.

 
Coroando a programação de domingo, o Ballet do Theatro Municipal apresentará, às 17h, o segundo e o terceiro atos do balé O Lago dos Cisnes, com coreografia de Yelena Pankova e música de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Divisor de águas na história do balé clássico, ao trazer uma série de inovações ao gênero – como os trajes tutus, para facilitar os movimentos de maior técnica exigidos pela coreografia às bailarinas –, O Lago dos Cisnes é o mais famoso e popular dos balés românticos, presente no repertório clássico das mais importantes companhias de dança do mundo. Nesta apresentação, atuarão como solistas os bailarinos Mel Oliveira, interpretando o duplo personagem Odette e Odile, Murilo Gabriel no papel do Príncipe Siegfried, Rodrigo Negri como o Bobo da Corte e Edifranc Alves como o bruxo Von Rothbart. O Ballet do Theatro Municipal tem direção artística das primeiras bailarinas Ana Botafogo e de Cecília Kerche.

 
Sobre os trechos de O Lago dos Cisnes

Segundo Ato – Um lago na floresta
Em busca dos delicados cisnes, o príncipe Siegfried se aproxima do lago e vê um belíssimo cisne branco. Prepara-se para atirar. Subitamente, o pássaro se transforma na mais linda jovem que já vira: Odette, a rainha dos cisnes. Assustada, Odette tenta escapar, mas Siegfried a detém. A mais preciosa criatura de Rothbart narra então ao Príncipe o encantamento de que foi vítima juntamente com suas amigas: condenadas a viverem como cisnes de dia, resgatando a forma humana apenas entre a meia-noite e a aurora. Somente um amor puro e verdadeiro será capaz de libertar Odette e suas amigas do malefício do tirano feiticeiro. Enlevado por sua beleza, Siegfried logo compreende que a bela e triste Odette é o grande amor que tanto esperava um dia conhecer. Odette imagina ter encontrado seu salvador, mas, temendo os poderes de Rothbart, foge para reunir-se aos cisnes. O casal volta a se encontrar e Siegfried jura amor fiel e eterno. Apaixonados, eles prometem se unir. Com a aurora, as jovens se transformam novamente em cisnes. Odette e Siegfried se despedem.
Terceiro Ato – O baile no castelo

Na festa de seu aniversário, Siegfried deve escolher uma noiva entre as lindas donzelas presentes. Nenhuma das jovens atrai sua atenção. O Príncipe pensa, unicamente, em Odette e em seu juramento de amor eterno e fiel. Subitamente, Rothbart é anunciado no baile e entra com uma comitiva: seus aliados, que chegam para confundir o Príncipe. Acompanha-o sua linda filha Odile. Vestida de negro, ela é a própria imagem da rainha dos cisnes e, a todo instante, seduz o Príncipe com sua feminilidade e sensualidade. Enfeitiçado por sua beleza, Siegfried apaixona-se por Odile. Cego de paixão e desejo, não percebe a fugaz aparição do cisne branco, numa tentativa derradeira de alertar o jovem para a cilada montada por Rothbart. Odile conquista o coração de Siegfried que, a pedido do mago, jura amor eterno e fiel ao sedutor cisne negro. É o triunfo de Rothbart: a nova jura de amor anula a promessa feita à Odette, que permanecerá para sempre cativa do sortilégio do feiticeiro. Percebendo-se enganado, Siegfried se desespera e parte em direção ao lago, ao encontro de sua amada Odette.
Sobre Maria Luisa Noronha – Diretora da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa
Maria Luisa Noronha iniciou seus estudos de ballet com Pierre Klimov e Maria Makarova. Conheceu Dalal Achcar em 1952, no curso de Klimov, e dali em diante passaram, frequentemente, a sonhar e a realizar os mesmos sonhos. Trabalhando junto com Dalal e a Associação de Ballet do Rio de Janeiro desde sua fundação, Maria Luisa dançou em quase todos os estados do Brasil e na Europa. Ganhou bolsa de estudos do British Council para o Royal Ballet School de Londres e foi diplomada pela Royal Academy of Dancing.
Maria Luísa dirigiu a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa entre 1983 e 1987 e, após um intervalo de quatro anos, foi reconduzida à direção da EEDMO em 1991 e exerce o cargo até os dias atuais. De 1985 a 1994, Maria Luisa foi coordenadora e professora do Curso de Formação de Professores de Dança, em nível universitário, criado por Dalal. Em 1993, remontou o balé O Quebra-Nozes no Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1994, assinou as remontagens do balé Giselle, de Sir Peter Wright, além de Dom Quixote e de O Quebra-Nozes, para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atualmente, Maria Luisa também dirige o Ballet Dalal Achcar e a Associação de Ballet do Rio de Janeiro.

 

Foto: GovRJ

Foto: GovRJ

14/07/2016 – Rio de Janeiro – RJ, Brasil – Theatro Municipal do Rio comemora 107 anos nesta quinta-feira (14) e terá programação gratuita, visitas guiadas, balé, canto e música erudita fazem parte da programação.

Foto: GovRJ

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