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Veja como foi o segundo dia dos desfiles das Escolas de samba do grupo especial

O segundo dia de desfiles das Escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro começou com a Unidos de Vila Isabel que homenageou o centenário do político pernambucano Miguel Arraes, o “pai arraia”. A azul e branca trouxe como porta-bandeira, Dandara Ventapane, neta de Martinho da Vila, um dos baluartes da escola e também, um dos autores do samba enredo deste ano. O nordeste brasileiro foi amplamente retratado com suas danças, cantigas, paisagens, expressões artísticas, animais, agricultura e principalmente, com a história de seu povo e o governo de Arraes, que deu muita ênfase à educação. A rainha de bateria foi a apresentadora Sabrina Sato usando uma grande peruca de cabelo artificial azul. Pode-se ver os bonecos de Olinda representando Ariano Suassuna, Alceu Valença e o próprio homenageado, bem como o famoso bloco Galo da Madrugada, que leva milhares às ruas do Recife.

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A segunda escola da noite, a Acadêmicos do Salgueiro se inspirou na Ópera do Malandro de Chico Buarque de Hollanda e homenageou à nata da malandragem carioca. A bateria Furiosa representava a Geni, da música homônima. Aílton Graça, em cima de um carro, encarnava o próprio malandro, personagem conhecido da Lapa de outrora. A escola retratou tipos urbanos da boemia, como também mendigos, meretrizes, travestis, bêbados, etc. Foram destaques na escola da Tijuca, a rainha da bateria Viviane Araújo, Galvão Bueno, Júnior, Eri Johnson, entre outros.

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A seguir, a São Clemente, única representante da zona sul do Rio no grupo especial, homenageou a figura do palhaço no enredo “Mais de mil palhaços no salão”. A carnavalesca Rosa Magalhães explorou desde a origem deste personagem no mundo medieval, passando pelo bobo da corte, bufões, menestréis, saltimbancos, arlequins, chegando até aos palhaços do folclore brasileiro e sua visão do circo chamado Brasil, com os cara-pintadas e o panelaço. A rainha da bateria era Raphaela Gomes, filha do presidente da escola de Botafogo.

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A escola de samba que mais venceu campeonatos, a Portela, entrou na avenida disposta a levar mais um título para o bairro de Madureira. O enredo eram as viagens sem fim para lugares distantes e que marcaram a história da humanidade em fatos reais ou lendas e contos. A comissão de frente representava a Odisseia de Homero, obra da literatura grega sobre as viagens do herói Ulisses. Logo no início da escola foi encenada a travessia do Mar Vermelho em busca da Terra Prometida, e pela primeira vez, uma pessoa estava de pé em cima da águia, símbolo máximo da agremiação.  Após, vinham carros e alas inspirados nos egípcios, fenícios, vikings, chineses e piratas, dominadores de mares. A seguir, as viagens imaginárias e ficcionais como as de Gulliver, com um imenso boneco que se levantava na avenida de forma espetacular, Vinte Mil Léguas Submarinas e Perdidos no Espaço, destacando-se o carro dos robôs. O seriado O Túnel do Tempo estava na saia rodada das baianas. O carnavalesco Paulo Barros ainda explorou as viagens extremas e as interplanetárias. Finalizou com as rotas da seda e das especiarias, a corrida do ouro no Brasil e a busca do Eldorado. No final do desfile da azul e branco, vieram Adriane Galisteu, Monarco e baluartes da escola no carro que representava o voo do Concorde.

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A Imperatriz Leopoldinense homenageou a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano trazendo um clima de romantismo à Marquês de Sapucaí. A história dos filhos de Francisco foi muito bem retratada pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. Não faltaram as dificuldades enfrentadas pela família, assim como os momentos mais importantes da vida dos cantores. Muitos amigos desfilaram prestigiando a dupla, como Elymar Santos, Chitaozinho e Xororó, Alexandre Pires, Paula Fernandes, Zico, Marcos Frota etc. Os atores Ângelo Antônio e Dira Paes vieram num carro representando os pais de Zezé e Luciano, muito pobres, quando moravam no interior de Goiás. Os filhos de Zezé desfilaram ao lado da primeira esposa, Zilú.  No mesmo carro estavam também o pai, a irmã dos cantores e a mulher de Luciano. A bateria do Mestre Louro, ex-Salgueiro, era apresentada pela rainha Cris Vianna. Almofadas de corações eram atiradas para o público ao longo do desfile.

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A última escola a se apresentar no carnaval carioca foi a Mangueira. O público que lotou as arquibancadas do sambódromo até o raiar do dia, não perdeu por esperar. A escola veio empolgada e muito bonita, homenageando a cantora Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá. Foram feitas muitas referências ao Candomblé e à Igreja Católica, com os orixás e santos de devoção da homenageada. Retratou também Santo Amaro da Purificação, cidade natal de Bethânia e seu irmão Caetano Veloso, que desfilou num carro alegórico junto com outros famosos. A Mangueira exaltou a obra da cantora e seus sucessos como Fera Ferida, Explode Coração, Carcará, Rosa dos Ventos e Mel. Maria Bethânia, visivelmente emocionada, veio no último carro da escola que comemorava os seus cinquenta anos de carreira. A Estação Primeira de Mangueira ganhou o Estandarte de ouro do jornal O Globo como melhor escola a se apresentar na Avenida Marquês de Sapucaí.

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A grande vencedora do carnaval pela LIESA foi a Estação Primeira de Mangueira, seguida da Unidos da Tijuca, Portela, Salgueiro, Beija Flor e Imperatriz Leopoldinense.

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