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Aprovado na Correios Master Cup, Centro Olímpico de Tênis impressiona Maria Esther Bueno e Guga

Palco do último evento-teste do ano, quadra central do Centro Olímpico de Tênis leva nome da tenista brasileira

 

Cerca de 2000 convidados assistiram `as disputas da Correios Masterscup 2015 no Centro Olímpico de Tênis  (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Cerca de 2000 convidados assistiram `as disputas da Correios Masterscup 2015 no Centro Olímpico de Tênis (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Para quem entrou no Centro Olímpico de Tênis neste fim de semana, foi impossível resistir à tentação de imaginar  as arquibancadas lotadas, a arena decorada e o som das raquetadas das maiores estrelas do tênis mundial, que competirão no local em apenas nove meses. A Correios Mastercup 2015, evento-teste de tênis e tênis em cadeira de rodas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, foi a última competição do ano, mas, ao mesmo tempo, marcou o começo de uma nova era para o esporte brasileiro. A primeira competição oficial realizada no Parque Olímpico da Barra testou as operações para os Jogos, mas também os corações de alguns dos principais nomes do esporte brasileiro, incluindo duas lendas do tênis mundial, Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten, que compareceram à entrega oficial da instalação neste sábado (12).

“É tão bonito e grandioso que achei até que essa não era a arena de tênis. Pensei que fosse o próprio Estádio Olímpico”

Maria Esther Bueno, tenista brasileira com maior número de vitórias em Grand Slams, que dá nome à quadra central da instalação

“A sensação de entrar nessa arena tão linda foi indescritível. Só pensava na raquete, nas bolinhas e na vontade de começar a jogar. Mal consigo imaginar como vai ser no ano que vem. Vamos ver um show de tênis”

Gustavo Kuerten, tricampeão de Rolland Garros e primeiro brasileiro a se tornar o primeiro do mundo no ranking da ATP 
Imagem Rio 2016
Guga aproveitou para bater uma bolinha na quadra central do Centro Olímpico de Tênis (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
O evento reuniu 74 atletas ao longo de três dias de competição (de 10 a 12 de dezembro) em torneios de simples e duplas entre tenistas profissionais, juvenis e cadeirantes.Entre eles estava a campeã pan-americana e atleta número 1 do Brasil no tênis em cadeira de rodas, Natalia Mayara, que levou o ouro e já sonha com a medalha Paralímpica:

“A quadra é incrível, com acessibilidade perfeita. Não poderia esperar nada melhor. Essa medalha é um símbolo do meu objetivo, vou olhar e lembrar do que tenho que fazer no ano que vem. Quero fazer história dentro daquela quadra”

Bruno Soares que, ao lado de Marcelo Melo, é uma das principais apostas do país para o torneio de duplas, também ficou animado com a perspectiva de disputar uma final Olímpica em casa.

“Já comecei a imaginar as arquibancadas lotadas de torcedores. Como atleta, foi muito importante participar porque dá para sentir as condições da quadra, o tipo de piso, a velocidade da bola e o calor que vai fazer aqui no ano que vem. Já vamos chegar preparados”

Quadra ‘Maria Esther Bueno’: uma homenagem a todas as mulheres

Imagem Rio 2016

O Centro Olímpico de Tênis é composto por um total de 16 quadras, sendo 10 para competições e outras seis para treinamento. Com capacidade para 10 mil pessoas, a quadra principal – agora chamada “Quadra Maria Esther Bueno”– será o palco dos principais embates (incluindo as finais) do tênis nos Jogos Olímpicos, e do tênis em cadeira de rodase futebol de 5 nos Jogos Paralímpicos (saiba como garantir os seus ingressos).
O nome da arena foi escolhido como homenagem à tenista considerada até os dias de hoje a melhor da história do país. Visivelmente emocionada, a vencedora de 19 Grand Slams e ex número 1 do mundo, recebeu a homenagem como um símbolo do empoderamento das mulheres no país e no mundo:

“Esse é um dos dias mais felizes da minha vida. É uma homenagem linda para mim, mas também uma grande vitória para todas as mulheres, pois mostra que nós também podemos fazer grandes coisas”

 

Preparação para o Rio 2016

Da instalação dos equipamentos esportivos ao controle de acessos das arquibancadas, o clima de novidade dominou os preparativos do Comitê Organizador para os Jogos Rio 2016. Segundo o diretor executivo de Esportes, Rodrigo Garcia, a instalação passou no teste.
“Recebemos vários feedbacks dos atletas em relação à instalação, velocidade da quadra, etc. Tudo ocorreu bem e o saldo foi muito positivo. É claro que teremos alguns ajustes, como as cores dos painéis visuais do fundo de quadra, mas é para isso que os eventos-teste servem. Posso dizer que agora temos a capacidade de realizar os Jogos Olímpico e Paralímpicos com sucesso”, disse Garcia, lembrando que os principais testes eram em relação a área de competição, em especial a superfície de jogo – nos Jogos Olímpicos os pisos de cimento entram no lugar das já tradicionais quadras de saibro ou grama, o que aumenta a velocidade do jogo -, além da própria força de trabalho que atuará nos Jogos.

“Tivemos uma ótima semana no Rio e o tênis está orgulhoso de ter sido o esporte do primeiro evento realizado no Parque Olímpico. Estamos ansiosos para os Jogos Olímpicos”

Juan Margets, secretário-geral da Federação Internacional de Tênis

O que está por vir

O torneio de tênis dos Jogos Olímpicos Rio 2016 promete tornar os sonhos de fãs brasileiros uma realidade. Afinal, não é todo dia que as maiores estrelas do esporte mundial vem jogar no quintal de casa. Roger Federer, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Davi Ferrer, Martina Hingis. Esses são alguns dos astros do tênis mundial que já confirmaram que querem competir no Rio 2016.
Imagem Rio 2016
“Vamos ver coisas fantásticas por aqui nos Jogos. Todos os principais tenistas virão, principalmente os que já estão na estrada por muito tempo, pois pode ser a última chance de jogar nos Jogos Olímpicos em plena forma para eles. Podem esperar duelos incríveis”, disse Maria Esther.

O que fica para o futuro

Parte do plano de legado dos Jogos Rio 2016, a estrutura do complexo faz parte do projeto do Centro Olímpico de Treinamento (COT), destinado à capacitação de atletas de alto nível e de projetos sociais, além de permitir que a cidade possa sediar outros torneios internacionais no futuro.

“Ter uma estrutura como essa para o tênis é a chance que temos de fazer diferente mudar o jogo do Brasil. O Brasil sempre teve bons tenistas, mas que surgiam de forma esporádica”

Thomaz Belucci
 Para Guga, este pode ser o inicio de uma “transformação” do esporte brasileiro:
“Me lembro assistir os Jogos Olímpicos ainda criança, talvez com oito ou nove anos. Se me dissessem que um diria veria isso acontecer no meu país, não acreditaria. É um marco muito importante, pela atenção que os Jogos trazem e pelo fato de que vai existir uma arena com esse nível de estrutura para os nossos atletas”

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