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Prefeitura do Rio apresenta o plano de legado do Parque Olímpico em Jacarepaguá e do Parque Radical no Complexo Esportivo de Deodoro

A Prefeitura do Rio anunciou nesta quarta-feira (29/07) o Plano de Legado para dois dos mais importantes equipamentos olímpicos que estão sendo construídos na cidade: o Parque Olímpico, coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e o Parque Radical de Deodoro. Um dos destaques é a transformação da Arena 3 do Parque Olímpico – que vai abrigar as competições de taekwondo, esgrima e judô paralímpico – em um Ginásio Experimental Olímpico (GEO) para 850 alunos, comungando educação fundamental em horário integral e prática esportiva em 10 modalidades.

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– Criamos um plano para o aproveitamento dos equipamentos olímpicos para que não se transformem em elefantes brancos pela cidade. Desde o dia em que a cidade foi eleita sede dos Jogos, estabelecemos três diretrizes: que esta fosse a Olimpíada do legado e das transformações da cidade; que economizássemos recursos públicos; e que as obras fossem entregues no prazo. Portanto, uma de nossas preocupações é aproveitar bem esses equipamentos esportivos não só com esporte, mas em projetos sociais e eventos. Fazer com que sejam bem utilizados, a exemplo de outras cidades-sede, que buscaram outra utilização para os equipamentos – disse o secretário Pedro Paulo, acrescentando que a prefeitura está estudando um modelo de manutenção e gestão desses espaços após 2016, que poderiam ser feitas através de Parcerias Público-Privadas (PPPs) que possibilitariam a exploração desses espaços por 15 anos.

Após os Jogos de 2016, o Parque Olímpico será um amplo complexo esportivo e educacional na região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, destinado a estudantes da rede municipal e a atletas de alto rendimento, com uso compartilhado por projetos sociais e eventos. Já o Parque Radical, em Deodoro, será aberto ao público, com capacidade para atender cerca de 1,5 milhão de pessoas de 10 bairros e três municípios vizinhos, numa região com grande concentração de jovens e carente de áreas de lazer.

O Plano de Legado desenvolve como os dois espaços serão utilizados após o maior acontecimento esportivo do planeta, de forma a permitir uma formação educacional com ênfase no esporte, o acesso da população a novas áreas de lazer; e a formação de um legado para atletas de alta performance. Seu objetivo é seguir o exemplo, adequando o projeto à nossa realidade, de cidades que sediaram os Jogos e criaram um legado relevante, que beneficiou a sua população, como Munique (1972), Barcelona (1992), Sidney (2000) e Londres (2012). Assim, será possível tornar realidade a máxima do então prefeito de Barcelona em 1992, Pasqual Maragall: “Os Jogos devem servir à cidade, e não se servir da cidade”.

Construído em sua maior parte com recursos privados, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), o Parque Olímpico foi concebido para atender aos requisitos necessários à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mas também proporcionar uma utilização racional e eficaz após os eventos. Localizado numa área de 1,18 milhão de metros quadrados, o parque terá 60% de seu terreno transformados em áreas públicas e 40% destinados a empreendimentos residenciais e comerciais a cargo do parceiro privado.

A Ernst & Young (EY), apoiadora oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva dos serviços de consultoria para o megaevento, é a responsável pela modelagem econômico-financeira e de governança do legado das arenas esportivas do Parque Olímpico. Após um estudo detalhado da estrutura organizacional de instalações similares, a consultoria está desenvolvendo um modelo de negócios e gestão para assegurar que os objetivos de alto rendimento esportivo e socioeducacional das arenas olímpicas sejam alcançados e mantidos no longo prazo. Este processo será viabilizado a partir da combinação de esforços públicos e privados, garantindo a sustentabilidade socioeconômica deste importante legado dos Jogos Rio 2016.

O uso compartilhado com o esporte de alto rendimento foi idealizado e será executado em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), detentor do conhecimento para a formulação e gestão das atividades ligadas a este segmento da prática esportiva. Além de servir ao treinamento de atletas de ponta, algumas instalações poderão abrigar competições esportivas internacionais. Na parte que lhe cabe – uso educacional e comunitário –, a Prefeitura do Rio se utilizará da valiosa experiência adquirida com as unidades do GEO, as Vilas Olímpicas e o programa Rio em Forma Olímpico.

– Apoiamos totalmente essa ideia. Trata-se de um projeto que une o esporte de alto rendimento com projetos sociais e educação. Um presente para a comunidade esportiva que já vinha sendo discutido há cerca de dois anos com a prefeitura. Visitamos 38 parques em vários países do mundo e posso garantir que o do Rio de Janeiro será o único que vai ter uma escola funcionando dentro dele – falou o diretor executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire.

Das nove instalações que compõem o Parque Olímpico, sete serão mantidas pós-2016: Arenas Cariocas 1, 2 e 3, Parque Aquático Maria Lenk, Arena Rio, Velódromo e Centro de Tênis. A estas, serão acrescentadas, depois dos Jogos, uma pista de atletismo também de padrão olímpico, duas quadras de vôlei de praia, e um alojamento para atletas de alto rendimento e de base.

No Parque Radical de Deodoro – que vai abrigar durante os Jogos as competições de canoagem slalom, ciclismo BMX e ciclismo mountain bike – serão oferecidos ao público após 2016 equipamentos típicos de esportes extremos, numa imensa área de lazer, que será a segunda maior da cidade.

As instalações que já existiam antes de o Rio vencer a disputa para os Jogos de 2016 – Centro de Tiro, Centro de Hipismo, Centro de Hóquei sobre Grama e Centro Aquático do Pentatlo Moderno – continuarão sob responsabilidade do Exército, assim como a Arena da Juventude, um ginásio novo que nos Jogos receberá as competições de basquete feminino, esgrima do pentatlo moderno e esgrima em cadeira de rodas. Como já acontecia antes de o Rio se tornar sede olímpica, as instalações sob administração militar continuarão recebendo equipes brasileiras de alto rendimento e abrigando competições nacionais e internacionais.

Também acompanharam o anúncio do Plano de Legado o diretor do Comitê Olímpico Internacional (COI) para Jogos Olímpicos, Gilbert Felli; o presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Joaquim Monteiro; o secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes; e o presidente da RioUrbe, Armando Queiroga, além de representantes do Consórcio Rio Mais (formado pelas empreiteiras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken).

Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto das Arenas Carioca 1, 2 e 3 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto das Arenas Carioca 1, 2 e 3 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Arena Carioca 3 – Durante os Jogos será palco das medalhas de esgrima, taekwondo e judô paralímpico. Depois, vai se transformar num Ginásio Experimental Olímpico (GEO), escola vocacionada para o esporte, com capacidade para 850 alunos em horário integral – será a maior unidade desse modelo de ensino na cidade. O GEO do Parque Olímpico terá 24 salas de aula, laboratórios de Ciências e Mídias e duas salas multiuso.

As modalidades esportivas oferecidas serão judô, lutas, tênis de mesa, futsal, badminton, basquete, handebol, vôlei, natação e atletismo (as duas últimas, respectivamente, no Parque Aquático Maria Lenk e na pista que será construída atrás da Arena Rio).
Para se tornar um GEO, a arena, que nos Jogos terá capacidade para 10 mil pessoas, terá suas arquibancadas, temporárias, retiradas e passará por adaptações. Após a desmontagem das arquibancadas, por exemplo, serão construídas salas de aula e de treinamento sobre as lajes.
Mas a estrutura do novo GEO não servirá apenas aos estudantes da unidade. Ela também será destinada a projetos sociais, a partir de um planejamento que permitirá conciliar horários, e receberá jovens inscritos em programas sociais e que queiram praticar badminton, judô, luta, tênis de mesa, tiro com arco, handebol, futsal, basquete, vôlei, ginástica artística, de trampolim e rítmica, além de musculação. No total, a estrutura do GEO poderá atender quase 9,5 mil pessoas por mês.

Arena Carioca 2 – O ginásio que receberá as disputas de judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paraolímpica em 2016 será dedicado exclusivamente ao esporte de alto rendimento após os Jogos. Com capacidade para 10 mil pessoas durante o evento, ele terá suas arquibancadas temporárias retiradas e, assim como a Arena Carioca 3, abrigará salas de treinamento que serão construídas sobre as lajes. As modalidades praticadas serão: levantamento de peso, judô, lutas, badminton, esgrima, ginástica rítmica, ginástica de trampolim e tênis de mesa. Haverá também vestiários, salas para treinadores e uma grande loja de material esportivo.

Arena Carioca 1 – A maior das Arenas Cariocas, com capacidade para 16 mil pessoas assistirem às partidas de basquete e rúgbi em cadeira de rodas durante os Jogos, será destinada ao esporte de alto rendimento e à promoção de eventos de diversas naturezas. Interligado à Arena Carioca 2, o ginásio terá a sua ala de alto rendimento implementada na área contígua à instalação vizinha, de maneira a formar um conjunto de equipamentos a serviço dos melhores lutadores de boxe e taekwondo do país. Haverá também vestiários e uma grande academia para a prática de musculação e exercícios de condicionamento aeróbico.
A instalação terá parte das suas arquibancadas desmontada após os Jogos e ficará com 7,5 mil lugares permanentes depois de 2016. O seu hall se destinará a abrigar eventos, como shows, feiras, exposições e disputas esportivas. Se houver necessidade, a capacidade do equipamento pode ser novamente ampliada, por meio da instalação de estruturas temporárias para o público.

Velódromo – Com 5 mil lugares, o Velódromo terá múltipla utilização permitindo aproveitamento integral de seus espaços. O ginásio, que será o mais moderno do país para a modalidade, poderá receber os melhores ciclistas do Brasil para aprimoramento técnico e também abrigar turmas ligadas a projetos sociais de iniciação esportiva, além de competições internacionais e outros eventos. O centro da pista receberá equipamentos para a prática de outras quatro modalidades: taekwondo, esgrima, boxe e levantamento de peso. Ao todo, para este fim, o Velódromo poderá ter 740 alunos por mês ligados a projetos sociais e que queiram se dedicar a um dos esportes oferecidos.

Centro de Tênis – O complexo de 16 quadras durante os Jogos Rio 2016 será reduzido após o evento, mas manterá sua vocação de abrigar atletas de alto rendimento, além de receber jovens inscritos em escolinhas de tênis e eventos. Com capacidade para 19.750 pessoas em suas 10 quadras de jogo – as outras seis são para treino e aquecimento –, o Centro de Tênis terá três arenas durante os Jogos: para 10 mil, 5 mil e 3 mil pessoas.

Após 2016, permanecerão a arena principal, de 10 mil lugares, e mais oito quadras. O Centro de Tênis, mesmo menor do que o usado nos Jogos, manterá estrutura capaz de receber torneios internacionais da modalidade, como o Aberto do Rio. Para isso, além da estrutura permanente para o público na quadra principal, será possível erguer arquibancadas temporárias em outras quadras.

Parque Aquático Maria Lenk – Utilizada nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e local de treinamento de atletas de alto nível, além de sede de competições como o Troféu Maria Lenk, vai receber as competições de saltos ornamentais e nado sincronizado durante os Jogos de 2016. Após o evento, manterá seu perfil voltado para o alto rendimento, mas seu papel será ampliado com a oferta de vagas para cerca de 800 jovens de projetos sociais. Para este público, será possível praticar as quatro modalidades aquáticas olímpicas: natação, polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais. Os alunos do GEO vizinho também vão utilizar o Parque Aquático Maria Lenk para aulas de natação. Como acontece desde a sua fundação, a instalação continuará sediando competições nacionais e internacionais.
Pista de atletismo, quadras de vôlei de praia e alojamento (arquitetura nômade) – A pista de atletismo será um dos maiores legados esportivos dos Jogos para a cidade. Construída após os Jogos, ela terá o tamanho oficial de 400 m e ficará ao lado da Arena Carioca 2, permitindo a prática de todas as provas de pista e de campo. Assim como em outras instalações do Parque Olímpico, terá uso compartilhado por atletas de alto rendimento, alunos do GEO e integrantes de projetos sociais. Apenas nestes dois últimos grupos, será possível atender cerca de 1.080 pessoas.
Entre a pista de atletismo e a Arena Rio será erguido um alojamento seguindo o conceito que é um marco na organização dos Jogos Rio 2016: a arquitetura nômade, também usada na Arena do Futuro, que dará origem a quatro escolas municipais, e no Estádio Aquático, que originará dois centros aquáticos. No caso do alojamento, ele surgirá a partir da estrutura das galerias técnicas do Centro Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês), que serão desmontadas após os Jogos Paralímpicos. O alojamento terá 116 quartos com dois leitos cada, refeitório, auditório, salas de fisioterapia e restaurante. As acomodações, de alto nível, possibilitarão que delegações estrangeiras de várias modalidades venham realizar estágios e treinamentos no local que terá sediado os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

No outro extremo da pista de atletismo, oposto ao do alojamento, surgirão duas quadras de vôlei de praia, que também poderão ser usadas por jogadores profissionais e integrantes de projetos sociais.

Arena Rio – Também utilizada nos Jogos Pan-Americanos de 2007, a Arena Rio se consolidou no cenário cultural e esportivo da cidade como palco de grandes shows, partidas de basquete da NBA e lutas de MMA. Em janeiro deste ano, foi inaugurado o Centro de Treinamento de Ginástica Artística, com 1.400 m², que é administrado pelo COB e permanecerá após os Jogos. Em 2016, a Arena receberá as disputas olímpicas de ginástica artística, rítmica e de trampolim, e de basquete em cadeira de rodas.

Via Olímpica – Cortando verticalmente o Parque Olímpico com curvas inspiradas no calçadão de Copacabana, a Via Olímpica será o caminho que levará os espectadores para os principais pontos de competições. Após 2016, será transformada em um parque público com 890 metros de extensão e 47 mil m² de área total, abrigando cinco terraços e dois mirantes. A Via começa no portão de entrada, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, percorre o centro do Parque e termina às margens da Lagoa de Jacarepaguá, onde ficará a área de convivência (live site). Projetada com inclinação de até 3,9°, abaixo da exigência legal, ela garante conforto ao público, principalmente às pessoas com deficiência.

Após 2016, ela abrigará um grande parque público, com passeios, praças, ciclovia, áreas de convivência e quadras, com acesso livre para quem quiser praticar esportes. Dividida em quatro setores, o ponto de partida da Via Olímpica será na Praça de Chegada, na Abelardo Bueno, que vai oferecer vasta área verde, com espécies típicas de vegetação tropical, parque infantil, mesas para piquenique, local de convivência com assentos e equipamentos para exercícios.

Seguindo pelo caminho sinuoso, chega-se ao Parque da Via Olímpica, que será dividido em duas áreas: esportiva e cívica. Na primeira, haverá equipamentos diversos, um parque infantil, um quiosque e uma esplanada que dará acesso às quadras poliesportivas e espaço para mesas de pingue-pongue. Entre as quadras – cercadas com telas de proteção e pintadas em cores diferentes para demarcar as linhas das diversas modalidades que poderão ser praticadas –, haverá alamedas arborizadas e ciclovia, além de bicicletários. Em sua parte mais alta, em frente ao futuro GEO, a Via Olímpica estará a quase 10 metros do solo, o que proporcionará uma vista privilegiada do parque.

Já na segunda parte do Parque da Via Olímpica, na área cívica, o público vai usufruir de vários jardins de características diversas e muitas áreas de sombra, infantil, espaços de convivência, para instalações de arte e pequenos eventos, além de quiosques e áreas para piqueniques.
Fechando a Via Olímpica surge o Parque Sul no local onde, durante os Jogos, será instalado o live site. Com 30 mil metros quadrados, o espaço será mais uma grande área de lazer com rampas para a prática de skate, jardins, gramado aberto para atividades de lazer com a família e amigos. O local ainda poderá abrigar restaurantes, cafés e lojas.

– Queremos, a exemplo do que se fez no Parque Madureira, um espaço repleto de áreas de convívio e atividades que tornem o local ainda mais atrativo – disse Pedro Paulo.

Obras do Parque Olímpico Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

LEGADO DAS INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS DO PARQUE OLÍMPICO – ARQUITETURA NÔMADE
Ainda na fase de candidatura do Rio aos Jogos de 2016, foram realizados estudos para identificar quais equipamentos do Parque Olímpico seriam permanentes e quais seriam temporários. No caso dos permanentes, o dimensionamento correto para utilização futura foi amplamente analisado, por isso em alguns casos a capacidade das instalações no Modo Legado foi reduzida em relação ao Modo Jogos. As três Arenas Cariocas, o Velódromo e as instalações já existentes (Parque Aquático Maria Lenk e Arena Rio) serão permanentes. O Centro de Tênis terá sete de suas 16 quadras desmontadas, permanecendo a quadra principal permanente, com 10 mil assentos, e outras oito, onde será possível construir eventualmente arquibancadas temporárias para abrigar competições de grande porte.

Serão temporários o Estádio Aquático e a Arena do Futuro. No caso dos temporários, foi desenvolvido o conceito de arquitetura nômade. O Estádio Aquático e a Arena do Futuro estão sendo construídos de acordo com esse conceito. Após os Jogos, o Estádio Aquático será transformado em dois centros aquáticos, sendo um deles com uma piscina olímpica (50 m) com cobertura e uma arquibancada com capacidade para 6 mil espectadores, e o outro com uma piscina olímpica e uma arquibancada com capacidade para 3 mil pessoas. Já a Arena do Futuro será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos.

Para que a transformação de uma instalação olímpica em quatro novas escolas seja possível, a construção da Arena do Futuro está sendo totalmente executada de acordo com a utilização pós-2016. As especificações foram determinadas desde o processo de escolha da empresa responsável pelo desenvolvimento dos projetos. As rampas e escadas pré-moldadas da arena serão reaproveitadas nos acessos e áreas de circulação das escolas. A estrutura do telhado será composta por vigas metálicas e telhas com tamanho padronizado, para a reutilização nos telhados das escolas. Também haverá padronização das dimensões dos painéis de fechamentos internos e fachadas da arena.

PARQUE RADICAL DE DEODORO
Localizado na divisa da Zona Norte com a Zona Oeste, Deodoro reúne grande quantidade de instalações do Exército e se encontra na área com a maior concentração de jovens da cidade e onde não há muitas opções de lazer. Cercado pelos bairros de Anchieta, Campo dos Afonsos, Deodoro, Guadalupe, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Parque Anchieta, Realengo, Ricardo de Albuquerque e Vila Militar, o Complexo de Deodoro faz limite com três municípios populosos da Região Metropolitana do Rio – Nilópolis, Nova Iguaçu e Mesquita – que também vão se beneficiar do legado que os Jogos deixarão no Parque Radical. Em 2016, o Complexo Esportivo de Deodoro será o segundo maior cluster de competições dos Jogos, com a disputa de 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas. Com quase 500 mil metros quadrados, o Parque Radical vai oferecer opções variadas de recreação e prática esportiva – incluindo uma ciclovia – e será a segunda maior área de lazer da cidade, atrás apenas do Parque do Flamengo.

– Por sua localização, Deodoro será um importante legado, especialmente por se tratar de uma região carente de parques públicos. Após os Jogos Olímpicos, será um local que vai impactar a vida de milhões de moradores do entorno com uma série de serviços públicos – falou Pedro Paulo.
O planejamento para o aproveitamento pleno do Parque Radical, que nos Jogos receberá as competições de canoagem slalom, BMX e mountain bike, divide a área em quatro setores, de acordo com o perfil de cada um. No setor 1, onde ficam o circuito de canoagem slalom e a pista de BMX, a ideia é fazer uso combinado do público e dos atletas de alto rendimento. O equipamento de canoagem slalom vai se tornar uma grande piscina. Os obstáculos que dificultarão a performance de canoístas profissionais nos Jogos sairão e permitirão a criação de um lago recreativo e um canal com uma correnteza leve, para diversão dos usuários, que poderão descê-lo a nado ou em boias.
A pista olímpica de BMX permanecerá, com suas ondulações desafiadoras para os melhores praticantes de bicicross do mundo. No terreno ao lado, serão instaladas quadras poliesportivas.
O setor 2 será o mais dedicado à natureza, com trilhas ecológicas, equipamentos de ginástica – inclusive para a Terceira Idade – e locais de descanso e contemplação, com assentos, quiosques e jardins.
Já o setor 3, prevê mais um equipamento radical e será ponto de encontro das famílias, com espaço para convivência com churrasqueiras e trilhas. Um mirante permitirá ampla visão do parque. Neste setor haverá uma minipista de mountain bike para quem gosta de se aventurar por trilhas mais radicais.
Outras quadras poliesportivas, uma ciclovia, uma pista de skate e outra pista de BMX, para iniciantes, comporão o setor 4 do Parque Radical.
O setor 5, por sua vez, será dedicado ao cidadão, com oferta de serviços à comunidade. A intenção é instalar no local uma Nave do Conhecimento, uma Clínica da Família e equipamentos de educação ambiental.

STATUS DAS OBRAS DO PARQUE OLÍMPICO E DO COMPLEXO DE DEODORO

– Infraestrutura do PO
Situação atual – Nas redes subterrâneas, foram colocados mais de 10,6 km de redes de drenagem, 6,6 km de redes de esgoto, 11 km de redes de água, 6,3 km de redes de incêndio, 13,3 km de rede de iluminação, 13,5 km de rede de média tensão e 26,9 km de redes de telecomunicações e 3,1 km de rede de gás. Estão em andamento as obras de pavimentação dos estacionamentos, a recuperação das margens da lagoa, o deque da área de convivência (Live Site). Foram concluídas as passarelas de ligação da Via Olímpica com a Arena Carioca 1 e o Estádio Aquático, a ponte e a passagem de nível da Via Olímpica. Principal acesso ao Parque Olímpico, a Via Olímpica terá 1 km de extensão, com cinco terraços e dois mirantes. Com forma sinuosa, foi inspirada nas curvas do tradicional calçadão de Copacabana e, a partir dela, os espectadores poderão acessar os principais pontos de competições. A Via começa no portão de entrada, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, percorre o centro do Parque, e termina na borda da Lagoa de Jacarepaguá, onde ficará a área de convivência (live site). A Via Olímpica foi projetada com inclinação de até 3,9°, abaixo da exigência legal, para garantir conforto ao público, principalmente pessoas com deficiência. A pavimentação da Via Olímpica está em andamento. Os terraços 3, 4 e 5 já estão concluídos e os terraços 1 e 2 estão em execução.

– Arenas Cariocas 1, 2 e 3
Conclusão – Terceiro trimestre de 2015.

Arena Carioca 1
Situação atual – A montagem da cobertura foi concluída. Estão sendo finalizados os últimos degraus da arquibancada permanente. As paredes divisórias, a montagem dos elevadores, as cerâmicas dos vestiários e a distribuição das instalações estão sendo executadas. O contra-piso autonivelante foi finalizado e começou a pintura de paredes.
Capacidade: 16.000 lugares
Modalidades: Basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas
Eventos-teste – Janeiro de 2016 (basquete e rúgbi em cadeira de rodas)

Arena Carioca 2
Situação atual: A cobertura foi concluída, assim como a instalação do sistema de iluminação natural, dos sistemas de drenagem, das telas na fachada e dos elevadores. As cadeiras da arquibancada temporária estão sendo instaladas. Em paralelo, estão sendo executados o piso monolítico e as paredes divisórias. Os próximos passos serão a fixação das portas dos compartimentos e a instalação das louças e dos metais.
Capacidade: 10.000 lugares
Modalidades: Judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica
Eventos-teste – Janeiro de 2016 (judô, levantamento de peso paralímpico e luta livre)

Arena Carioca 3
Situação atual: A cobertura foi concluída, assim como a montagem dos elevadores e a instalação do sistema de iluminação natural. Os guarda corpos estão sendo instalados, assim como as paredes divisórias e as cadeiras da arquibancada temporária. Estão em andamento o piso monolítico, a fixação das portas dos compartimentos e a instalação das louças e metais.
Capacidade: 10.000 lugares
Modalidades: Esgrima, taekwondo e judô paralímpico
Eventos-teste – Janeiro de 2016 (taekwondo) e abril de 2016 (levantamento de peso e esgrima)

– Centro de Tênis
Situação atual – A primeira etapa da construção da estrutura de concreto da arquibancada da arena principal foi concluída. A montagem da estrutura metálica da cobertura está na fase final – a área que será coberta está pronta e foi iniciada a colocação das telhas. A segunda camada asfáltica da quadra da arena principal foi colocada, restando apenas a pintura. Foi executada a primeira camada de asfalto (binder) das quadras das quadras 2 e 3 e das quadras externas e de aquecimento.
Conclusão – Terceiro trimestre de 2015.
Capacidade: 19.750 lugares
Quadra principal: 10.000 lugares
Quadra 2: 5.000 lugares
Quadra 3: 3.000 lugares
Sete quadras de jogo, com 250 lugares cada, e seis quadras de treino e aquecimento
Modalidades: Tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5
Evento-teste – Dezembro de 2015 (tênis)

– Velódromo
Situação atual – Estão sendo realizadas a montagem da estrutura metálica e a concretagem das lajes. Nos subsolos, as rampas de acesso interno estão concluídas e as externas, em andamento. Lajes e paredes encontram-se em execução, assim como o anexo técnico. No reservatório, foram concretadas a cisterna e a casa de bombas.
Conclusão – Quarto trimestre de 2015.
Capacidade: 5.000 lugares
Modalidades: Ciclismo (pista) e paraciclismo de pista
Evento-teste – Março de 2016 (ciclismo pista)

– Arena do Futuro
Situação atual – Foram concluídos a montagem da estrutura metálica, o piso da quadra e a montagem de reservatórios metálicos. A montagem da cobertura e da arquibancada pré-moldada estão em fase final. Estão em andamento o fechamento lateral, colocação do painel da fachada, serviços de alvenaria e pintura e divisórias.
Conclusão – Quarto trimestre de 2015.
Capacidade: 12.000 lugares
Modalidades: Handebol e golbol
Eventos-teste: Abril (handebol) e maio (golbol) de 2016

– Estádio Aquático
Situação atual – Foi concluída a montagem da estrutura metálica da arquibancada. A cobertura da arena principal e os serviços de infraestrutura de instalações, alvenaria, pintura e divisórias no interior seguem em andamento. A escavação e escoramento lateral da piscina de competição foi iniciada.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016.
Capacidade: 18.000 lugares
Modalidades: Natação, polo aquático e natação paralímpica
Evento-teste: Abril de 2016 (natação olímpica e paralímpica, e polo aquático)

– Parque Aquático Maria Lenk
Situação atual – Foram concluídos os serviços de cravação de estacas da piscina de aquecimento e da cabine de entrada de energia. Os blocos e cintas, tanto da piscina de aquecimento quanto da cabine de entrada de energia, estão em fase final de execução. O piso do subsolo da piscina de aquecimento está sendo concretado. Foram iniciados os serviços de concretagem dos pilares da piscina de aquecimento e da cabine de entrada de energia. Na área interna, a reforma dos quatro banheiros do nível 3, setores leste e oeste, e do posto médico no nível 2 setor oeste, estão em andamento. A tubulação de água quente de uma das piscinas de competição foi trocada e está sendo realizado o teste de carga.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016.
Capacidade: 5.000 lugares
Modalidades: Saltos ornamentais e nado sincronizado
Evento-teste: Fevereiro (saltos ornamentais) e março (nado sincronizado) de 2016

– Arena Rio
Situação atual – A instalação está pronta e precisa apenas de adaptações, que vão começar no segundo semestre de 2015.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 12.000 lugares
Modalidades: Ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica e basquete em cadeira de rodas
Evento-teste: Abril de 2016 (ginástica artística)

– Centro Internacional de Transmissão (IBC)
O IBC terá 12 estúdios, de 5 mil m² cada, e capacidade para 10 mil pessoas.
Situação atual – As obras civis das casas de bombas do sistema de refrigeração estão concluídas, assim como a montagem dos elevadores sociais. As obras civis da subestação entraram na fase final, com o fechamento das paredes externas e internas. Nos sanitários estão sendo executados os revestimentos cerâmicos, bancadas de granito, louças sanitárias e portas. Foi iniciada a pintura interna de tetos e paredes, além da instalação dos guarda-corpos e corrimãos das galerias e escadas. Está em andamento a montagem dos elevadores de carga, das luminárias e do forro acústico do teto no pavimento superior.
Conclusão: Terceiro trimestre de 2015.

– Centro Principal de Imprensa (MPC)
Situação atual – Estão em execução as vedações com divisórias e alvenaria, as instalações prediais e o sistema de ar condicionado, além da montagem das esquadrias de alumínio da fachada.
Conclusão: Quarto trimestre de 2015

– Hotel
Com 404 quartos, o hotel do Parque Olímpico terá área de lazer completa, com piscina, centro de convenções, academia e bar.
Situação atual – As obras das estruturas de concreto dos núcleos dos elevadores, laje do térreo, mezaninos e dos 20 pavimentos foram concluídas. Estão em andamento a laje de cobertura e a montagem da fachada de vidro. Nas áreas internas, estão em execução os serviços de alvenaria, instalações prediais, esquadrias e a montagem dos dutos de ventilação e ar condicionado. Alguns andares estão em fase de acabamento.
Conclusão – Segundo trimestre de 2016

Complexo Esportivo de Deodoro

Em julho de 2014, a Prefeitura do Rio iniciou as obras do Complexo Esportivo de Deodoro. O local será sede de 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas e, como recebeu os Jogos Pan-americanos de 2007 e os Jogos Mundiais Militares de 2011, já tinha 60% das áreas de competição permanentes construídas. As intervenções são coordenadas pela Prefeitura e realizadas com recursos do Governo Federal.

Após os Jogos, o circuito de canoagem slalom e a pista de BMX farão parte do Parque Radical, que será o legado esportivo do evento para a região. Com cerca de 500 mil metros quadrados, o parque será o segundo maior da cidade (atrás apenas do Parque do Flamengo). Instalações esportivas terão uso combinado como centro olímpico de treinamento de atletas de alto rendimento e lazer da população, em uma região com poucas opções para a prática de atividades ao ar livre e grande concentração de população jovem.

Existentes:

– Centro de Tiro – Os sete estandes estão passando por adequações.
Situação atual: Estão em andamento as seguintes ações: recuperação estrutural da fachada externa do prédio, reforma dos sanitários, revisão das instalações elétricas e sanitárias, alvenaria em bloco de concreto nas pedanas, reconstrução do passeio público em concreto, fundações para as arquibancadas novas das pedanas de tiro ao prato e instalação dos assentos das arquibancadas dos estantes. Foram iniciados a terraplenagem na área das instalações complementares, serviços de drenagem, a pintura na arquibancada permanente e a recuperação da rampa de acesso aos espectadores.
Conclusão: Segundo trimestre de 2016
Capacidade total: 7.577 lugares
Evento-teste: Abril de 2016
Modalidades: Tiro esportivo olímpico e paralímpico

– Piscina do pentatlo moderno – A piscina está sendo reformada e terá uma arquibancada com 2 mil lugares temporários.
Situação atual: Encontra-se em andamento os testes de impermeabilização da piscina, a concretagem das lajes dos prédios de apoio (cabine de medição e central técnica) e a revisão das instalações sanitárias.
Conclusão: Segundo trimestre de 2016
Capacidade: 2 mil lugares
Evento-teste: Março de 2016
Modalidade: Natação do pentatlo moderno

– Centro de Hipismo – A pista do CCE, as pistas de treinamento e a arena de saltos e adestramento estão sendo adaptadas e ampliadas. Haverá uma nova clínica veterinária e acomodações para tratadores e veterinários (72 apartamentos de 3 quartos), que ficarão como legado após os Jogos. Além disso, o Picadeiro Coberto será reformado. A arena de salto e adestramento terá 14.200 lugares, sendo 1.200 permanentes e 13.000 temporários. A arena do CCE terá 20 mil espectadores em pé e 1.000 assentos temporários. A arena de salto e adestramento terá 14.200 lugares, sendo 1.200 permanentes e 13.000 temporários.
Situação atual: O sistema de irrigação da pista de cross-country foi concluído. A drenagem e a construção dos novos obstáculos aquáticos estão em fase de conclusão. A construção do centro cirúrgico da clínica veterinária e a reforma do picadeiro coberto estão em fase de conclusão. A obra da Vila dos Tratadores está em fase de fundações e estrutura. Na arena central, foi finalizado o nivelamento da brita. A mistura do composto que forma o piso está em fase de conclusão.

Conclusão: Segundo trimestre de 2016
Capacidade total: 35.200 lugares
Evento-teste: Agosto de 2015
Modalidades: Hipismo olímpico (saltos, adestramento e concurso completo de equitação) e paralímpico

– Centro de Hóquei Sobre Grama – Os dois campos existentes estão sendo adaptados. Estão em construção vestiários, uma arquibancada permanente com 2.500 lugares na quadra principal e um centro de administração. Durante os Jogos, o Centro de Hóquei terá 5.000 assentos temporários na quadra secundária e 8.000 lugares na quadra principal, sendo 2.500 permanentes.
Situação atual – As fundações das arquibancadas permanentes foram concluídas. Nos vestiários, a montagem da estrutura metálica foi concluída e estão em andamento a execução das instalações e alvenaria. Foi concluída a preparação da base dos campos 1, 2 e de treinamento. Encontra-se em andamento a construção da estrutura (pilares, paredes, vigas e lajes) em concreto armado da arquibancada permanente e da área técnica, bem como a construção dos muros de divisa junto ao condomínio militar existente, a colocação de brita no entorno dos campos; e a drenagem junto ao Colégio e ao Condomínio Militar. Foi iniciada a montagem das estruturas metálicas da arquibancada permanente.
Conclusão: Quarto trimestre de 2015
Capacidade total: 15.293 lugares
Evento-teste: Novembro de 2015
Modalidade: Hóquei sobre Grama

Novas instalações permanentes:

– Arena da Juventude – O ginásio terá 2.000 lugares permanentes e 3.000 temporários.
Situação atual: Estão em andamento a colocação das estruturas metálicas da cobertura, a montagem das peças pré-moldadas da arquibancada permanente, os serviços de forma, armação e concretagem da estrutura do fosso do elevador, a pavimentação e a montagem das rampas laterais.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 5.000 lugares
Evento-teste: Março de 2016
Modalidades: Esgrima do pentatlo moderno, basquete feminino (primeira fase) e esgrima em cadeira de rodas.

– Pista de BMX
Situação atual: Está em andamento a execução de revestimento asfáltico e pintura da pista. Está em fase de conclusão a estrutura da rampa de largada.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 7.500 lugares temporários
Evento-teste: Outubro de 2015
Modalidade: Ciclismo BMX

– Circuito de canoagem slalom
Situação atual: As estruturas em concreto armado do lago (pilares, paredes, vigas e lajes), canais de treinamento e competição, casa de bombas e edifício técnico foram concluídas. Também estão prontas a fundação do prédio de apoio, a alvenaria da casa de bombas e do edifício técnico e a pavimentação de acesso ao circuito de canoagem slalom. A concretagem da laje do lago foi finalizada e a execução de sua drenagem, em manilhas de concreto, está em andamento. A armação e impermeabilização dos canais de competição e treinamento estão em fase de conclusão. Os trilhos dos obstáculos estão sendo instalados. A instalação das bombas dos circuitos de competição e treinamento estão em andamento. Na área comum do Parque Radical, as redes de drenagem de águas pluviais e o paisagismo estão em andamento. A pavimentação de acesso ao circuito de canoagem slalom foi concluída.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 8.424 lugares temporários
Evento-teste: Novembro de 2015
Modalidade: Canoagem Slalom

Instalações provisórias:

– Pista de Mountain Bike
Situação atual: Está em andamento a execução da pista de competição, a implantação de obstáculos e o plantio de grama da área de domínio comum.
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 25.250 lugares, sendo 5 mil temporários e 20 mil em pé
Evento-teste: Outubro de 2015
Modalidade: Ciclismo Mountain Bike

– Estádio de Deodoro
Conclusão: Primeiro trimestre de 2016
Capacidade: 15.000 lugares
Evento-teste: Março de 2016
Modalidades – Rúgbi, hipismo do pentatlo moderno e combinado (corrida e tiro) do pentatlo moderno; futebol de 7.
HISTÓRICO DO PARQUE OLÍMPICO
MODO JOGOS

O Parque Olímpico Rio 2016 é considerado o coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados onde ocorrerão disputas de 16 modalidades olímpicas (basquete, ciclismo de pista, ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica, handebol, judô, luta greco-romana, luta livre, nado sincronizado, natação, polo aquático, saltos ornamentais, taekwondo, esgrima e tênis) e nove paralímpicas (basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, golbol, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas).
Em agosto de 2011 foi finalizado o concurso internacional de arquitetura para a escolha do plano geral do Parque Olímpico. O vencedor foi o escritório inglês AECOM, que participou do projeto do Parque Olímpico de Londres. Além de contemplar a definição dos espaços públicos (ruas, áreas livres, acessos etc.) nos modos Jogos e Legado, a proposta urbanística previa a transição entre os dois cenários. Foram 60 trabalhos inscritos, sendo 41 com a participação de arquitetos internacionais.

A localização do Parque Olímpico Rio 2016 foi proposta no Dossiê de Candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos de 2016. A área foi proposta por ser um terreno público com as dimensões necessárias para abrigar as instalações esportivas e por estar próxima à Vila dos Atletas e ao Riocentro (onde também serão disputadas modalidades olímpicas e paralímpicas). As construções do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas nestas áreas específicas representam economia de recursos públicos pois, além de viabilizar a participação privada na construção dos edifícios e estruturas da Vila dos Atletas, estão sendo executadas em terrenos pertencentes à Prefeitura, o que viabilizou a Parceria Público-Privada (PPP) do Parque Olímpico.

Em março de 2012, a concessionária Rio Mais venceu a licitação da PPP do Parque Olímpico. A contrapartida governamental foi o próprio terreno municipal onde está sendo construído o Parque Olímpico, além de recursos do Tesouro Municipal. A Rio Mais receberá lotes que poderão ser utilizados após os Jogos, quando as estruturas temporárias forem desmontadas. Nestes lotes poderão ser construídos empreendimentos habitacionais e comerciais que formarão um novo bairro residencial (aberto, sem cancelas) de tamanho equivalente ao bairro do Leme. Será um bairro com novos componentes de eficiência energética, sustentabilidade e acessibilidade e atendido por dois BRTs, a Transolímpica e a Transcarioca.
Não fazem parte dos lotes da contrapartida os terrenos onde ficam os ginásios permanentes, o live site (área de lazer onde o público poderá acompanhar os eventos), as áreas públicas e o parque ecológico que será construído às margens da Lagoa (área da Faixa Marginal de Proteção) e que constituirão Parque Olímpico no modo pós- Jogos. Eles representam 60% do terreno total do Parque Olímpico Rio 2016.
Para viabilizar a construção do Estádio Aquático, do Centro de Tênis, do Velódromo e da Arena do Futuro, a Prefeitura assinou um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal. A União aportou os recursos para as obras e a Prefeitura financiou os projetos básico e executivo, além de ser responsável pela execução das obras.

GINÁSIO EXPERIMENTAL OLÍMPICO
Um dos legados dos Jogos Olímpicos de 2016 para a Educação, o programa Ginásio Experimental Olímpico (GEO) tem como objetivo dar oportunidade para os alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal, com aptidões esportivas, desenvolverem seu potencial e terem, ao mesmo tempo, uma educação de qualidade. O programa já conta com três unidades inauguradas – Santa Teresa, Pedra de Guaratiba e Caju – e 1.207 alunos beneficiados.
Nos três GEOs em funcionamento, as modalidades esportivas oferecidas são atletismo, tênis de mesa, vôlei, handebol, judô, xadrez, luta olímpica, futebol e badminton. Além destas modalidades, as unidades de Santa Teresa e Pedra de Guaratiba também oferecem natação. Para ingressar no GEO, o aluno precisa fazer um teste de aptidão física.
Além da rotina de treinos, com pelo menos duas horas diárias de prática esportiva, e participação em diversas competições, os alunos têm aulas de Português, Matemática, Ciências e Inglês, aulas de reforço e a obrigatoriedade de tirar boas notas para continuar treinando. Além da excelência acadêmica, o apoio ao projeto de vida do aluno e a educação para valores também formam a base do projeto pedagógico destas unidades.

A primeira escola do programa, em Santa Teresa, recebe o nome do ex-presidente do COI Juan Antonio Samaranch, morto em abril de 2010. A unidade começou a funcionar no início de 2012 e já atende 525 alunos. Em 2013 foram inaugurados os Ginásios Olímpicos Dr. Sócrates, em Pedra de Guaratiba, atualmente com 353 alunos, e Félix Mielli Venerando, no Caju, com 329

Resultados educacionais

O GEO Samaranch, em Santa Teresa, inaugurado em 2012, ficou entre os 10 melhores resultados da rede no IDERio nos Anos Finais (6º ao 9º ano), com uma média de 7,4. Divulgado em 2015, o índice teve como base a avaliação da Prova Rio de 2014.

Resultados esportivos

Os GEOs têm destaque em diversas modalidades e recebem premiações por inúmeras participações em competições. A equipe de luta olímpica do GEO Felix Mielli Venerando, no Caju, inaugurado em 2013, foi campeã de todos os eventos de que participou. Entre eles, duas etapas do Campeonato Estadual da Liga Estadual de Wrestling do Estado do Rio de Janeiro e dos Jogos Estudantis do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, duas alunas da escola foram classificadas para a etapa nacional dos Jogos da Juventude (COB).

Em 2014, o GEO de Santa Teresa foi a primeira unidade pública de ensino da história a vencer o Intercolegial, competição entre escolas particulares e públicas do Estado do Rio.

A Secretaria Municipal de Educação mantém parceria com o Comitê Olímpico da Holanda desde 2013, permitindo que missões esportivas sejam feitas com atletas olímpicos e paralímpicos para workshops com alunos e professores dos GEOs Juan Samaranch, Félix Mielli e Dr. Sócrates. As visitas são feitas duas vezes por ano.
VILAS OLÍMPICAS

A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) desenvolve a prática de atividades físicas e esportes em suas 21 Vilas Olímpicas espalhadas pela cidade. São 100 atividades gratuitas entre olímpicas, não olímpicas, paralímpicas, de lazer e culturais que atendem mais de 30 mil crianças e adultos de todas as idades, matriculados nas atividades com horários definidos e orientados por profissionais habilitados.

As Vilas Olímpicas estão distribuídas pela cidade da seguinte forma: nove na Zona Norte (Mangueira, Vila Isabel, duas em Ramos, Maré, Encantado, Penha, Honório Gurgel e Acari), sete na Zona Oeste (Jacarepaguá, Vila Kennedy, Padre Miguel, Campo Grande, Santa Cruz, Pedra de Guaratiba e Deodoro), quatro no Centro (Centro, Gamboa, Santo Cristo e Caju) e uma na Zona Sul (Vidigal). As Vilas Olímpicas funcionam de terça a domingo (em alguns casos às segundas), sendo sábado e domingo apenas para recreação.

Com o propósito de melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) desenvolve a prática de 50 atividades de esportes e de lazer para 3.014 alunos com limitações físicas em 18 Vilas Olímpicas capacitadas. São 62 profissionais especializados disponíveis, sendo 18 coordenadores (14 pós-graduados e quatro com mestrado) e 44 professores.

RIO EM FORMA OLÍMPICO

O programa foi criado em 2009 com a proposta de atender crianças, jovens, adultos, integrantes da Terceira Idade e pessoas com deficiência em logradouros públicos, aproveitando os horários extraescolares no caso das crianças. O projeto oferece aulas de 34 modalidades esportivas para mais de 18 mil pessoas matriculadas em 375 unidades.

As atividades esportivas oferecidas no projeto ajudam a melhorar a saúde física e também atuam como ferramentas de desenvolvimento de habilidades psicossociais como o desenvolvimento da autoconfiança, do autocontrole, a diminuição da ansiedade e a promoção do senso de equipe, além da sociabilização dos participantes. Além disso, o rendimento escolar das crianças participantes apresenta significativas melhoras.

As atividades oferecidas no Rio em Forma Olímpico são: atletismo, badminton, balé, basquete, boxe, capoeira, caratê, dança de salão, dança folclórica, dança do ventre, futebol de areia, futebol de campo, futebol society, futsal, ginástica, ginástica rítmica, handebol, hidroginástica, jazz, jiu-jítsu, judô, kickboxing, luta livre, luta greco-romana, muay-thai, natação, surfe, taekwondo, tai chi chuan, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, vôlei e vôlei de praia.

Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 3, que durante os jogos será palco das modalidades de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 3, que durante os jogos será palco das modalidades de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Secretário de coordenação de Governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho apresenta plano de legado do Parque Olímpico em Jacarepaguá e do Parque Radical no Complexo Esportivo de Deodoro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Secretário de coordenação de Governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho apresenta plano de legado do Parque Olímpico em Jacarepaguá e do Parque Radical no Complexo Esportivo de Deodoro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 3, que durante os jogos será palco das modalidades de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 3, que durante os jogos será palco das modalidades de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena do Futuro, que será palco das modalidades handbol e golbol (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena do Futuro, que será palco das modalidades handbol e golbol (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do Centro de Tênis (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do Centro de Tênis (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do do Parque Aquático (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do do Parque Aquático (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto das Arenas Carioca 1, 2 e 3 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto das Arenas Carioca 1, 2 e 3 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena do Futuro, que será palco das modalidades handbol e golbol (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena do Futuro, que será palco das modalidades handbol e golbol (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 1 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto da Arena Carioca 1 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do Estádio Aquático (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016. Foto do Estádio Aquático (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Obras do Parque Olímpico Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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