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Ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC)

Mais de uma hora e meia antes da chegada de Dilma Rousseff a Laguna, manifestantes contra e a favor da presidente se reuniram nas proximidades da Ponte Anita Garibaldi. Embora somarem no máximo 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, o barulho dos grupos, principalmente do que protestava contra Dilma, não passou despercebido. De um lado, as faixas e cartazes iam do agradecimento pela conclusão da ponte à admiração pessoal pela presidente, passando até por uma lembrança à participação da ex-ministra Ideli Salvatti no histórico das obras. De outro, o maior protesto veio de servidores do Judiciário Federal, que cobravam a aprovação do PLC 28, que reajusta o salário dos trabalhadores. Engrossando a manifestação, havia ainda funcionários dos Correios pedindo um concurso público para a categoria.

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Assim que a presidente chegou à ponte, o volume dos protestos aumentou. Acionados a cada menção à Dilma durante os discursos do prefeito de Laguna, do ministro dos Transportes e do governador de SC, o som dos apitos e buzinas tomou conta de vez da área do palco assim que ela iniciou sua fala. O barulho dos manifestantes não cessou durante os cerca de 10 minutos de pronunciamento, a maior parte do tempo concorrendo à altura com a voz da presidente — que, por sua vez, também não interrompeu o discurso em nenhum momento — apenas subindo o tom no microfone para garantir que fosse ouvida mesmo com as vozes contrárias. Em determinados trechos da cerimônia, os simpatizantes de Dilma responderam e os aplausos conseguiram superar as vaias por alguns segundos.

 

Foto: Jacqueline Iensen/ Secom

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