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Papa cria tribunal para julgar bispos que acobertarem padres pedófilos

O papa Francisco autorizou nesta quarta-feira (10) a criação no Vaticano de uma instância judiciária encarregada de julgar bispos que não agem com transparência em casos de pedofilia em suas dioceses. Eles serão julgados por “abuso de poder” e “violação do direito canônico” se acobertarem os padres denunciados por abusos sexuais de menores de idade ou adultos em situação de fragilidade, anunciou o Vaticano.

O novo tribunal vai integrar a Congregação para a Doutrina da Fé, explicou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. O papa Francisco ordenou a nomeação do pessoal necessário para o funcionamento da nova instância judiciária e autorizou a liberação dos recursos necessários para a sua criação.

O delito de “abuso de poder episcopal” já existia no direito canônico, mas foi revisado agora para contemplar os casos de bispos que não denunciam os abusos. Esta é uma reforma importante que mostra o compromisso de Francisco na luta contra a pedofilia de religiosos.

O papa Francisco denunciou nesta sexta-feira (16) em Manila as “desigualdades sociais escandalosas” e proclamou sua “firme rejeição a toda forma de corrupção”. É preciso "quebrar as correntes da injustiça e da opressão que dão origem a desigualdades sociais óbvias e realmente escandalosas", disse o papa às autoridades reunidas no Palácio Presidencial. Nas fotos Papa Francisco  acompanhado do presidente Benigno S. Aquino III, das Filipinas.

Foto: Benhur Arcayan / Malacañang Photo Bureau

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