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450 anos da Cidade maravilhosa, caçadores de tempestade

Os fenômenos extremos fascinam os meteorologistas amadores ou profissionais do mundo inteiro. No Brasil, há poucas estações meteorológicas e muitas vezes os adeptos amadores das tempestades, costumam enviar fotos e depoimentos onde contribuem de alguma maneira a esclarecer os fatos onde ocorrem esses eventos meteorológicos.

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Acompanhamos as previsões oficiais, as cartas sinóticas e imagens de satélite e radares, para buscarmos a melhor informação de nossas caçadas.

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Ainda há poucos que acreditam que o clima é o mesmo, não dando importância as tempestades locais. Acreditamos que com o passar do tempo e com maior divulgação de nosso trabalho, teremos mais adeptos a fim de fazer parte desta história.

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Explicações Científicas:
As tempestades estão em geral associadas às nuvens do tipo Cumulonimbus são as mais perigosas nuvens da Terra. Suas dimensões horizontais e verticais são tão grandes que sua forma característica só pode ser vista claramente à longa distância (por isso o fato de serem vistas a até mais de 400 km de distância, dependendo das condições do tempo).

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Elas produzem neve, chuva, granizo, raios, e até tornados. São bastante convectivas (ou seja, crescem muito verticalmente), e podem chegar a mais de 20 km de altitude, e às vezes atingindo a estratosfera (chegando a 23 km ou mais em casos extremos).

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No seu estágio maduro, o topo é constituído de cristais de gelo, enquanto a base é constituída de gotículas d’água. Quando o topo, chamado de bigorna ou anvil, para de se desenvolver, se separa do núcleo da Cumulonimbus, e expande-se até dissipar-se completamente, o que pode levar horas.

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A forma lisa da bigorna é causada pelos ventos em linha reta em altitudes mais elevadas que cortam o topo da nuvem, e também por uma inversão sobre a tempestade, causada pelo aumento da temperatura acima da troposfera. A essa bigorna, “solta” ou ainda conectada na nuvem, se dá o nome de “Cirrus spissatus cumulonimbogenitus” (Cirrus = tipo de nuvem; spissatus = espessa, densa; genitus = originado de; cumulonimbo = a nuvem Cumulonimbus), ou seja, Cirrus geradas por uma Cumulonimbus.

FOTO DE ARY GUILHERME

As tempestades provocam precipitação de água líquida e gelo, na forma de chuvisco, chuva leve, moderada e forte, e quando é mais intensa com fortes correntes ascendentes e descendentes também granizo e Saraiva.

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As tempestades podem aparecer isoladas, ou em grupo na forma de agrupamentos convectivos (cluster), de forma mais ou menos desorganizada, ou na forma de linhas de tempestades, chamadas linhas de instabilidade, ou ainda quando uma das tempestades do agrupamento cresce mais que todas as outras e atinge grandes proporções tipicamente como uma super-célula.

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Dentro da tempestade coexistem movimentos verticais ascendentes e descendentes intensos, o que gera muita turbulência. As tempestades ocorrem quando a atmosfera encontra-se termo-dinamicamente instável, há energia potencial disponível para ser convertida em movimento de ar ascendente dentro da nuvem e descendente fora da nuvem (na forma de uma célula de circulação), e quando há convergência do vento em superfície, por exemplo, junto a uma frente de rajada de brisa marítima durante o período convectivo.

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É interessante que novas células de tempestade podem se formar do lado em que o ar úmido adentra à tempestade principal (indutora). As células podem se deslocar em uma direção enquanto a tempestade em si ou o sistema de tempestades se desloca em outro.

FOTO DE RUY BARROS

O sistema vai na direção do vento médio da troposfera enquanto as células individuais se propagam em uma direção intermediária entre o vetor médio troposférico e o oposto do vetor médio da baixa troposfera, isto é para uma direção inclinada em relação aquele ar úmido e instável, e entra na nuvem em baixos níveis.

Texto de Serginho Bloomfield, fotos de Ary Guilherme, Rodrigo Almeida, Ruy Barros, Serginho Bloomfield e Yuri Borba.

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