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Ciclone com características Tropicais poderá formar para as próximas 36 horas no Brasil

Olhamos os mapas e concluímos que teremos uma situação bastante instável a partir de hoje com um sistema de baixa pressão com características de (subtropical/tropical) que está para se formar entre SP e RJ. O Centro-Oeste, parte do Sul e do Sudeste poderão ser influenciadas por este sistema junto com a unidade da amazônia que está associada a esse Ciclone. Poderá provocar chuva muito forte em boa parte do Brasil, as chances são na parte da tarde de 05 e madrugada do dia 06/07/02/2015.

Carta sinótica NASA de 02 à 08/02/2015.

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Segundo as cartas sinóticas da NOAA ( South Atlantic Tropical Services ) publicada em seu site na noite desta quarta-feira nos EUA em 04/02. Confirmando o que já sabíamos desde o dia 02/02, que era uma Depressão Tropical e que poderia migrar para Subtropical/Tropical no Brasil em águas de temperatura e superfície do mar entre 26° a 28° graus Celsius com contornos dos Jatos Polares Subtropicais.

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Carta de Superfície e Temperatura do Mar Marinha do Brasil de 04-02-2015.

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 As imagens de satélite mostram um sistema convectivo de mesoescala com nuvens de grande desenvolvimento vertical (em tons de verde, vermelho e azul) sobre o Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste a 12 km de altitude aproximadamente. Estas nuvens estão associadas aos sistemas do interior do Brasil, ao Ciclone, e à corrente de Jato Subtropical em altos níveis da troposfera.

As possibilidades são de chuvas volumosas acima de 100 à 300 mm com queda de granizo e descargas elétricas associados a umidade vinda da amazônia que irá atingir parte do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Essa umidade da amazônia poderá provocar enchentes devido a seu alto poder destrutivo a nível de chuvas. Ainda não foram definidas cientificamente e confirmadas se é a ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul ou a ZCOU- Zona de Convergência de Umidade que está vindo do interior do Brasil.

Carta sinótica internacional.

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Carta Sinótica de precipitação da formação do Ciclone Tropical, de uma escada de 0 a 3.5 da NOAA.

São esperados vendavais com ventos superiores a 80 ou 100 km. O mar estará de ressaca com ondas entre de 3/5/6 m próximo a costa. São consideráveis os transtornos como inundações nas regiões costeira, devido o seu potencial. Existe a possibilidade para formações de (tornados) talvez em várias cidades do Sul e Sudeste.

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 Segunda carta Sinótica da NOAA de 04-02-2015 mais 48 horas.

FURACÃO 04-02-2015

Conforme a declaração de um (meteorologista brasileiro), se confirmar o (ciclone tropical) desta semana, será o 3º com registro conhecido de deslocamento do mar em direção à costa do Brasil.

Seguem as predições… Orages (nuvens Cumulonimbus)

5ª feira 05/02 – Igual a ontem quarta-feira, com tempo variando de ensolarado a coberto, abafado. De tarde, a umidade vinda da Amazônia, poderá incrementar o ciclone e existe risco de tempestades diluvianas até mesmo no litoral, principalmente há noite. E é a noite que poderá se tornar um ciclone subtropical ou tropical.

Segundo as informações, só existem dois modelos de cartas sinóticas que não projetam ciclone de centro quente ainda, pode acontecer para as próximas 36 horas por não estar totalmente definido. Poderá provocar ventos superiores a 8/9 rajadas que estão classificados à muito forte, Mar revolto de até 7.5 m com rebentação e faixas de espuma.

6ª feira 06/02 – O ciclone se fortalece a medida que se afasta para alto mar. Tempo instável com muito vento e possibilidade de chuva a qualquer hora. A tarde chega a umidade da amazônia por MG e novamente há risco de chuva volumosas no RJ e agora no ES também.

Sábado 07/02 – A madrugada pode ser bastante instável, mas o dia terá menos instável e menos vento, porém ainda com risco de chuva, principalmente à tarde e à noite. As chuvas mais volumosas devem cair no ES talvez. O ciclone pode ser uma tempestade tropical no alto mar e sua frente fria pode contrariar as previsões com chuvas menos/mais volumosas;

Domingo – Igual a sábado, dias 08 e 09/02

2ª e 3ª feira, 10 e 11/02 – o ciclone se afasta e deve dissipar, assim o tempo volta a ficar mais ensolarado, porém existe alto risco de orages isolados causados pela temperatura que estará em elevação;

4ª feira, 12-02 em diante – retorno de condições anticiclônicas da ASAS (Alta pressão subtropical do Atlântico Sul) com o fim das pancadas de chuva e risco de canícula, mas ainda não há uma certeza se teremos o bloqueio.

Texto de Sérginho Bloomfield, caçador de tempestade e do colaborador Douglas V O Lessa​, RJ.

Explicação científica:

Um Ciclone tropical é uma grande perturbação na atmosfera terrestre. É um sistema formado por grandes tempestades e é caracterizada por ser uma região onde a pressão atmosférica é significativamente menor e a temperatura é ligeiramente maior do que suas vizinhanças. É uma área de baixa pressão atmosférica com uma circulação fechada de ventos e diferencia-se dos ciclones extratropicais por ter um núcleo quente e um centro bastante definido em sistemas mais intensos, conhecido como olho.

A grande diferença de pressão atmosférica entre o centro do ciclone e suas vizinhanças, conhecida como força de gradiente de pressão, gera intensos ventos que podem ultrapassar 300 km/h em grandes ciclones. Seu giro característico, no sentido anti-horário no hemisfério norte e horário no hemisfério sul, é inicialmente causado pela força de (Coriolis) e postergada pela energia liberada pela condensação da umidade atmosférica.

Trovoadas e chuvas torrenciais estão frequentemente associados a ciclones tropicais. Formam-se costumeiramente nas regiões trópicas, aos arredores da Linha do Equador, onde constitui uma parte do sistema de circulação atmosférica ao mover calor da região equatorial para as latitudes mais altas. O ciclone tropical é movido pela energia térmica liberada quando ar úmido sobe para camadas mais altas da atmosfera e o vapor de água associado se condensa.

Ciclone tropical é um termo geral para esse fenômeno meteorológico, mas dependendo de sua localização geográfica e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar várias outras denominações, tais como (furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone).

Produzem ventos e chuvas como qualquer outra região onde há significativas taxas de variação da pressão atmosférica. Entretanto, as taxas de variação da pressão atmosférica em ciclones tropicais são em geral muito acentuadas, e associadas à presença de calor e umidade em abundância sobre os oceanos quentes, as chuvas e ventos podem ser particularmente intensos. Os ciclones tropicais também são capazes de gerar ondas fortíssimas e a maré de tempestade, uma elevação do nível do mar também causado pelos ventos intensos quando o sistema se aproxima de uma região costeira.

Muitos ciclones tropicais formam-se quando as condições atmosféricas em torno de uma perturbação fraca na atmosfera são favoráveis. Esta é a maneira mais comum para a formação de um sistema, mas existem outros meios menos comuns para a formação de um ciclone tropical: um ciclone extratropical pode estar sobre águas suficientemente quentes e imerso em uma região com alta disponibilidade de calor e umidade, tendo todas as condições para se transformar em um ciclone tropical. Este foi o caso do furacão Catarina em 2004, que atingiu a costa da região sul do Brasil como um ciclone tropical com ventos de até 185 km/h aproximadamente.
Fonte Caçadores de Tempestades.

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