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Forte calor gera tempestades por toda Zona Norte, Oeste e Região Metropolitana no Rio

Na tarde desta quarta-feira foi acompanhada de áreas de instabilidade que se formaram devido ao calor muito intenso e à alta umidade do ar e talvez a primeira formação em 2015 da ZCAS-Zona de Convergência do Atlântico Sul.

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Formaram várias tempestades associadas as grandes Cumulonimbus de crescimentos verticais com iridescência nos topo das nuvens. As regiões mais atingidas foram Zona Norte, Oeste e a Região Metropolitana do Rio.

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Os bairros de Bangu, Campo Grande, Realengo, Anchieta, Senador Camará, Santa Cruz foram atingidas por fortes chuvas, acompanhadas de descargas elétricas, queda de granizo e vendavais provocadas por Bigornas.

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 Formações de “tornados” foram registrados pela equipe dos caçadores entre os bairros de Praça Seca, Cascadura, Vila Valqueire, Bento Ribeiro e Rocha Miranda. Em nenhuma das precipitações, os tornados tocaram o solo.

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 Entre o entardecer e anoitecer registramos uma precipitação de tornado/funil entre os bairros de Vila Valqueire e Sulacap.

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 Tornado registrado na tarde de terça-feira 27/01 com forte chuva de granizo acompanhado de descargas elétricas, vendavais e arco-íris sobre os bairros de Cascadura, Méier e Cachambi.

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Chegando o anoitecer registramos outra bela imagem de um Stratocumulus com uma aparência circular.

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Segundo os estudos, isso não acontece desde o ano de 2012, onde podia-se acompanhar um tipo específico de nuvem chamada de Velum que costuma vir na frente com as Mammatocumulus.

Nuvens do tipo mammatus, quando associadas a uma Cumulonimbus, são indicadoras de tempo severo, mas em muitos casos indica que a tempestade está perdendo força. As mammatus geralmente são feitas de cristais de gelo, mas podem também ser mistas ou líquidas.

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 Explicação científica:

Cumulonimbus são as mais perigosas nuvens da Terra. Suas dimensões horizontais e verticais são tão grandes que sua forma característica só pode ser vista claramente à longa distância por isso o fato de serem vistas a até 400 km de distância, dependendo das condições do tempo. Elas produzem neve, chuva, granizo, raios, e até tornados. São bastante convectivas ou seja, crescem muito verticalmente, e crescem em média até 12 km de altitude, mas podem chegar a mais de 20 km, e às vezes atingindo a estratosfera em casos extremos.

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A maioria das células de Cumulonimbus morre depois de aproximadamente 20 minutos, quando a precipitação faz com que as correntes ascendentes que alimentam a tempestade cessem, fazendo com que a energia se dissipe. No entanto, se houver bastante energia solar na atmosfera em um dia quente de verão, uma célula de tempestade pode evaporar-se rapidamente, resultando em uma nova célula. Isso pode causar temporais por várias horas.

Texto e foto de Sérginho Bloomfield, caçador de tempestade.

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