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No Rio de Janeiro, vítimas do acidente entre dois trens da Supervia prestam depoimento

A 53ª Delegacia de Polícia, da cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense, passou o dia lotada de vítimas do acidente ferroviário acontecido na noite de segunda-feira (5/1), quando um trem colidiu contra outro que estava parado na Estação Presidente Juscelino, no município. Até o meio da tarde, mais de 50 pessoas haviam sido ouvidas e outras aguardavam para serem atendidas. Além dos passageiros, foi ouvido o maquinista da composição atingida, Carlos Henrique da Silva França.

Para o delegado Matheus Almeida, o maquinista garantiu que a viagem transcorreu sem nenhum incidente técnico. “Ele disse que o trajeto foi normal, que apenas recebeu uma comunicação da sala de controle informando que haveria um problema a partir da Estação de Comendador Soares [mais à frente]”, disse Almeida, que espera ouvir amanhã os depoimentos do outro maquinista e do controlador de tráfego. “São duas pessoas chaves para a nossa investigação. Com a oitiva dos dois, queremos saber se houve algum problema de falha de comunicação ou falha de sinalização”.

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O delegado convocou para prestar depoimento amanhã (7) o maquinista do outro trem, que deveria vir hoje mas alegou estar sem condições emocionais, e o coordenador de tráfego da SuperVia, empresa responsável pelos trens urbanos na região metropolitana.
Yuri Sena, uma das vítimas do acidente entre dois trens da Supervia que deixou mais de 150 feridos no Rio de Janeiro, presta depoimento na 53 DP em Mesquita, na Baixada Fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Yuri Sena, uma das vítimas do acidente entre dois trens da Supervia, presta depoimento na 53ª DP em MesquitaTomaz Silva/Agência Brasil

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Entre as vítimas que aguardavam para prestar depoimento, o pedreiro Alessandro Firmino Conceição equilibrava-se em duas muletas. A perna direita foi toda enfaixada, do pé à coxa. Mesmo assim, ainda traumatizado pelo acidente, ele não sabia se seria ouvido hoje ou se teria de voltar outro dia. “Eu estava em pé, quando houve o choque. Acabei batendo contra um dos ferros verticais em que os passageiros se apoiam e várias pessoas caíram por cima de mim. Tentei me levantar e não consegui, pois a perna ficou presa”, disse Firmino.

Ao seu lado, o auxiliar de escritório Yuri Sena também tinha a perna enfaixada. “Eu estava encostado na porta. O trem estava cheio. Eu cai e fiquei com a perna presa em um dos bancos. Todos caíram também. Fui atendido no hospital. Eles diagnosticaram lesão muscular.”
Pior situação viveu a auxiliar administrativa Elisangela dos Santos Vera Cruz, que foi jogada para fora do vagão e caiu em cima dos trilhos. Com o braço imobilizado, ele relatava os momentos de angústia que viveu. “Foi um susto muito grande. Do nada, quando me deparei, já estava em cima dos trilhos. Só escutamos aquele estrondo. Esta noite nem consegui dormir. Estou com muita dor”, disse ela, que viajava no penúltimo vagão, próximo da traseira do trem, justamente a parte atingida pela outra composição.

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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