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Com cinco brasileiros e novos desafios, Rally Dakar se aproxima da largada na Argentina

Sétima edição da prova off-road mais dura do planeta na América do Sul terá mais de nove mil quilômetros de trajeto, sendo distinto em grande parte entre as motos, quadriciclos, carros e caminhões

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São Paulo (SP) – Conhecido como o rali mais duro e perigoso do planeta, o Dakar dá largada na próxima semana, em 4 de janeiro, em Buenos Aires, na Argentina, e desafia os limites dos  participantes de 53 nacionalidades, divididos em 414 veículos (164 nas motos, 48 nos quadriciclos, 138 nos carros e 64 nos caminhões), em uma jornada de 14 dias e mais de nove mil quilômetros pela América do Sul. A 37ª edição da prova, a sétima no continente sul-americano, aumenta ainda mais as adversidades dos pilotos com percursos distintos para as categorias em vários trechos cronometrados, chamados de especiais, além de etapas maratona, nas quais os competidores não podem ter assistência externa na manutenção dos equipamentos.

Até o dia 17 de janeiro, quando a caravana retorna à capital hermana para a chegada, os participantes terão passado por 12 cidades, entre Argentina, Chile e Bolívia, e por inúmeras dificuldades, como as dunas do Deserto do Atacama, a altitude da Cordilheira dos Andes, o Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo, entre outras.

Apesar do longo trajeto, os pilotos terão tempo para descansarem. No dia 10, os competidores das motos e quadris estarão de “folga” no acampamento de Iquique. Dois dias depois, a cidade chilena recebe os desbravadores dos carros e caminhões, que poderão recuperar suas energias.

Motos e quadris precisarão passar por duas etapas maratonas, que somadas darão 2.925 km de trajeto total. A primeira será entre os dias 11 e 12, com início e fim em Iquique (CHI), após pernoite na Bolívia, em Uyuni. Já a segunda marca a saída da competição do Chile, através de Calama, no dia 14, descanso em Salta, já na Argentina, e conclusão em Termas de Rio Hondo, em 15 de janeiro.

Para Jean Azevedo, brasileiro que disputará pela 17ª vez o Dakar, sendo a 14ª nas duas rodas (as outras três foram nos carros), todo cuidado é pouco. “Sem dúvida as etapas maratona serão as mais perigosas, mas temos que ter atenção em todas as especiais. É necessário ter um cuidado com a CRF 450 RALLY durante todo o rali, para que não tenhamos surpresas desagradáveis”, afirma o paulista de São José dos Campos, da equipe Honda South America Rally Team.

A etapa maratona também é atração e dificuldade extra entre os carros e caminhões. Ambos iniciam o complicado trecho no dia 10 e terminam-no no dia 11, porém tendo passado por trajetos, quilometragem e cidades distintas. Os carros começam e finalizam em Iquique (CHI) após pernoitarem em Uyuni (BOL), em 1.522 km de percurso. Já os caminhões têm um trajeto de 707 km, em dois dias passando pela região de Iquique e pernoite no próprio município.

Acostumados com este tipo de adversidade, os brasileiros Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, da Equipe Mitsubishi Petrobras, não acreditam que os competidores vão diminuir o ritmo, mesmo nestes dois dias. “Já estamos acostumados com as etapas maratona durante o Rally dos Sertões, então não serão novidades para nós. O importante é ter um pouco mais de cuidado e também sorte. Para andar na frente no Dakar, não dá para poupar nunca”, afirma Guiga.

De estreante a experiente, Brasil terá cinco competidores

Das 53 nações presentes no Rally Dakar 2015, incluindo as estreantes Índia, Nova Zelândia e Taiwan, o Brasil conta com cinco participantes. Jean Azevedo, da Honda South America Rally Team, disputa a prova na categoria motos; a dupla Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, da Equipe Mitsubishi Petrobras, o estreante Eduardo Sachs, que será navegador do português Ricardo Leal, correm nos carros; e André Suguita, que pela primeira vez estará na competição, nos quadriciclos.

Movimentação na Argentina

Antes da largada, os participantes passarão por diversas atividades em Buenos Aires. Entre 1 e 2 de janeiro, serão realizadas as verificações técnicas e administrativas. Já o dia 3 será reservado para a largada promocional, em frente à Casa Rosada, onde são esperadas milhares de pessoas.

Quatro categorias e três trajetos em 2015

Ao longo das 13 etapas e 14 dias de duração, a sétima edição do Dakar na América do Sul terá 9.295 km total para as motos e quadris, sendo 4.752 km de trajetos cronometrados; 9.111 km para os carros, com 4.578 km de especiais; e 8.159 km para os caminhões, sendo 3.759 km de trechos cronometrados.

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