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TRE do Rio de Janeiro conclui processo eleitoral com diplomação dos eleitos

Rio de Janeiro- RJ, Brasil- O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) diplomou hoje (15) os candidatos eleitos em 2014. Com isso, encerrou o processo eleitoral e declarou oficialmente o nome do governador, vice-governador, senador e deputados federais e estaduais que exercerão o próximo mandato (2015-2018), além dos suplentes. A cerimônia ocorreu no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Em seu discurso, o presidente do TRE-RJ, Bernardo Garcez Neto, pediu que os deputados se preocupem em fazer leis que possam sair do papel. “Essa é a minha única recomendação: legislem a favor do povo, mas fazendo leis aplicáveis, para não permitirem que essas leis, prenhes de boas intenções, sejam depois amaciadas pelo Poder Judiciário, ou tornadas ridículas pela sua não aplicação”.
Ao falar com a imprensa depois do evento, o governador Luiz Fernando Pezão disse que a prioridade para o próximo mandato será a segurança. “É a segurança que está permitindo às empresas virem para o Rio, os centros de pesquisa virem para o Rio, o destino das empresas hoje serem o Rio de Janeiro, e a gente crescer o que cresceu. A gente mostrou que tem um caminho na segurança pública. Nós vamos fortalecer as UPPs [unidades de Polícia Pacificadora], fortalecer os batalhões, criar o batalhão de Nova Iguaçu, de Itaguaí, de Araruama. Segurança continua a ser a nossa prioridade”, ressaltou.
Quanto aos secretários, Pezão disse que primeiro vai conversar com quem será substituído, e deve começar a anunciar os novos nomes amanhã. “Tem deputados estaduais e federais, vamos unir o técnico e a política, pessoas que já foram testadas”, adiantou sem citar ninguém.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio declarou oficialmente o governador, senadores, deputados federais e estaduais habilitados a exercer o mandato a partir de 2015, em cerimônia na Alerj. Na foto, o governador eleito, Luiz Fernando Pezão recebe o diploma.
Durante a cerimônia, no momento em que o deputado federal mais votado, Jair Bolsonaro (PP-RJ), recebia seu diploma, o deputado estadual mais votado, Marcelo Freixo, e outros colegas do PSOL viraram de costas e levantaram cartazes com os dizeres “A violência contra a mulher não pode ter voz no Parlamento”. Segundo Freixo, a manifestação foi feita para reforçar as casas legislativas como espaços da democracia, e não do ódio. “É importante a diferença, é importante que tenha deputados mais conservadores, mais à direita, mais à esquerda, é importante que o Parlamento represente a diversidade da sociedade, mas o Parlamento não pode representar aquilo que ameaça a democracia, porque o Parlamento é fruto da democracia. Então o discurso de ódio, que leva ao crime, que reproduz e alimenta a violência, seja contra quem for, pela homofobia, pelo racismo, violência contra a mulher, é inaceitável, porque ele contraria a razão de ser do próprio Parlamento”, opinou.
Após a cerimônia, Bolsonaro disse que não viu o cartaz e se defendeu da polêmica em que se envolveu na semana passada, quando, da tribuna da Câmara dos Deputados, se dirigiu à deputada Maria do Rosário dizendo que não a estupraria porque ela “não merece”. “Eu não vi o cartaz dele não, mas aqui não é lugar de colocar melancia no pescoço. A resposta que eu dou para ele: deixa de ser palhaço. Alguém perguntou para a Maria do Rosário porque ela me chamou de estuprador três vezes? Vocês estão sendo parciais comigo, ela recebeu o catapro que ela merecia naquele momento. Eu estava discutindo a questão da maioridade penal no caso do Champinha, que estuprou em rodízio uma jovem de 16 anos e depois matou. Ela foi lá para defender o Champinha, e ainda me chamou de estuprador e agora eu sou réu? Lá não é colégio de freira, lá não tem santo, ela não pode ser santa, nem o seu Marcelo ‘Frouxo’ passar por babaca aqui nesta casa. Foi o papel que ele fez, de babaca” – devolveu Bolsonaro. Na foto, o deputado estadual, Flávio Serafinni protesta contra o deputado federal Jair Bolsonaro.
Quanto à possibilidade de cassação, Bolsonaro disse não ter medo. “O soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Eu, se continuar em Brasília, vai ser em pé, se quiserem caçar meu mandato, não estou pedindo isso aí, vou continuar com a minha independência”, acrescentou.


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